Esoterico: Pistis Sophia



Os escritos gnósticos mais conhecidos actualmente foram originalmente grafados em copta ou grego. O mais importante deles é Pistis Sophia, uma obra que expõe, em forma de diálogo entre Jesus e seus discípulos, a queda e a redenção de Sophia, vindo a constituir-se na verdadeira essência do cristianismo original mais puro e autêntico, ensinado nada menos que pelo próprio Cristo Jesus.
Sophia alegoriza um Ser nascido ou pertencente ao mundo dos Eons (palavra essa que quer dizer, mesmo correndo o risco de sermos mal compreendidos, "Espíritos Estelares emanados do Desconhecido, seres semelhantes aos Dhyan-Choans hindus" (os Senhores da Luz, segundo a doutrina secreta dos orientais ou a nossa própria divindade interior mais profunda e desconhecida).
Pistis Sophia - o livro - foi publicado pela primeira vez em 1851, na França. Depois, houve uma versão para o inglês, feita por G.R.S. Mead. Mas, qualquer que seja a edição de Pistis Sophia, moderna ou antiga, trata-se de uma obra incompreensível para os não-iniciados. Mesmo a edição comentada do Mestre Samael Aun Weor, que desvela os dois primeiros dos seis volumes de Pistis Sophia, é bastante complexa, não só pelo vocabulário como pelas próprias verdades da Alta Iniciação ali contidas.
Infelizmente, por preconceito ou ignorância, os maiores tesouros do gnosticismo antigo continuam incompreendidos. Mestres e estudiosos, como Samael Aun Weor, H. P. Blavatsky e Karl Jung foram alguns poucos que se atreveram a enveredar pelos caminhos do gnosticismo histórico e de lá retornar com compreensão e entendimento suficientes para explicar algo de seus augustos e reservados mistérios.
Foi principalmente depois da descoberta dos textos de Nag Hammadi que a palavra gnose vem sendo utilizada de forma frequente, até mesmo com outros sentidos e finalidades que pouco tem a haver com a gnose em si. Na esteira dessa descoberta muitas obras de pesquisa apareceram, principalmente nos EUA e na Europa. No Brasil já foram editados os livros de Elaine Pagels ( Os Evangelhos Gnósticos ) e de Joan O’Grady ( Heresia - o jogo de poder das seitas cristãs nos primeiros séculos depois de Cristo ).
A gnose e o gnosticismo tem servido ainda de fonte de inspiração para o cinema internacional, como bem atestar MATRIX - cujo roteiro foi elaborado a partir de pesquisas em fontes gnósticas, dentre outras [ver matéria especial neste portal].

Religião: Manuscritos de Nag Hammadi



A origem dos Livros Apócrifos nos remete ao ano 367 d.C. Por ordem do Bispo Atanásio de Alexandria, que seguia a resolução do Concílio de Nicéia ocorrido em 325 d.C, foram destruídos inúmeros manuscritos dos primórdios do Cristianismo. Esses documentos eram supostamente fantasiosos e deturpavam as bases da doutrina Católica que se estabelecia naquele momento. Porém, cientes da importância histórica destes papiros originais, os Monges estabelecidos à margem do rio Nilo, optaram por não destruí-los. Ao contrário enterraram na base de um penhasco chamado Djebel El-Tarif. Ali ficaram esquecidos e protegidos por mais de 1500 anos…

Em 367 d.c. Por ordem do Bispo Atanásio de Alexandria, foram destruídos inúmeros documentos com tendências heréticas. O bispo seguia uma resolução do Concílio de Bispos de Nicéia, reunida em 325 d.c. Esta ordem era para a destruição dos textos GNÓSTICOS em especial . Porém sabendo da importância destes papiros originais do princípio do Cristianismo, Monges estabelecidos a margem do rio Nilo, optaram por não destruí-los. Esses Monges guardaram os códices de papiros dentro de uma urna de argila e as enterraram-na na base de um penhasco chamado: DJEBEL EL-TARIF.
Em 1945, o camponês Muhamad Ali as-Salmman, encontrou um grande pote vermelho de cerâmica, contendo treze livros de papiro encadernados em couro. No total descobriram cinquenta e dois textos naquele sítio. Decepcionados, levaram para casa, e sua mãe chegou a usar alguns papiros para acender o fogo.
Na primeira análise, a primeira linha traduzida do copta foi:
“Essas são as palavras secretas que Jesus, O Vivo, proferiu, e que seu gêmeo, Judas Tomé, anotou”.
Em 1952, O museu Copta do Cairo, recebeu para sua guarda os manuscritos. Faltava algumas páginas e um códice fora vendido pela família de Mohammed para o Instituto Jung, Zurique. Esses códices passaram a ser chamados; BÍBLIA de NAG HAMMADI, localidade onde fora encontrado os manuscritos.
Antes desta descobertas, só se conhecia os textos Gnósticos pelas citações de outros autores. Dos 53 textos encontrados, 40 eram inéditos, tolamente desconhecidos da comunidade cientifica. Estes Manuscritos foram redigidos em Copta , antiga língua egípcia, que utilizava caracteres gregos.
Os manuscritos, hoje conhecidos como Evangelhos Gnósticos, ou Apócrifos (Apocryphom literalmente livro secreto), revelam ensinamentos, apresentados segundo perpectivas bastante diversas daquelas dos Evagelhos Oficiais da Igreja Romana; como por exemplo este trecho atribuído a Jesus, O Vivo:
“Se manifestarem aquilo que têm em si, isso que manifestarem os salvará. Se não manisfestarem o que têm em si, isso que não manifestarem os destruirá.”
Além dos Evangelhos (ensinamentos atribuídos a Jeus Cristo através de seus apóstolos) outros textos compõem o legado de Nag Hammadi, de cunho teológico e filosófico.
Os papiros encontrados em Nag Hammadi, tinham cerca de 1.500 anos, e eram traduções em copta de manuscritos ainda mais antigos feitos em grego e na língua do Novo Testamento, como constatou-se, ao verificar que parte destes manuscritos tinham sido encontrados em outros locais, como por exemplo alguns fragmentos do chamado Evangelho de Tomé. As datas dos textos originais estão estimadas entre os anos 50 e 180, pois em 180, Irineu o bispo ortodoxo de Lyon, declarou que os hereges:
“dizem possuir mais evangelhos do que os que realmente existem”.
Existe hoje a BIBLIA de NAG HAMMADI, que Compõe-se de:
* Revelações de profetas Gnoses, anteriores a Jesus;
* Escritos Gnósticos, com textos Cristãos;
*Tratados Herméticos - relativos a Alquimia consagrado ao deus egípcio Toth (Deus Hermes para os Gregos)
Acredita-se que os manuscritos foram enterrados por volta do século IV, quando na época da conversão do imperador Constantino, os bispos cristãos, passaram ao poder e desencadearam uma campanha contra as heresias. Então, algum monge do mosteiro de São Pacômio, nas cercanias de Nag Hammadi, tomou os livros proibidos e os escondeu no pote de barro, onde permaneceram enterrados por 1.600 anos !