
No início do século XII, a Igreja Católica presenciará a difusão da heresia dos cátaros (kataroi, puro em grego) ou albigenses (nome derivado da cidade de Albi, na qual vivia um certo números de heréticos) que se propagará no território do Languedoc, sul da França.
Os cátaros acreditavam que o homem na sua origem havia sido um ser espiritual e para adquirir consciência e liberdade, precisaria de um corpo material, sendo necessário várias reencarnações para se libertar. Eram dualistas acreditavam na existência de dois deuses, um do bem (Deus) e outro do mal (Satã), que teria criado o mundo material e mal. Não concebiam a idéia de inferno, pois no fim o deus do Bem triunfará sobre o deus do Mal e todos serão salvos. Praticavam a abstinência de certos alimentos como a carne e tudo o que proviesse da procriação. Jejuavam antes do Natal, Páscoa e Pentecostes, não prestavam juramento, base das relações feudais na sociedade medieval, nem matavam qualquer espécie animal.
Os cátaros organizaram uma Igreja e seus membros estavam divididos em Crentes, Perfeitos e Bispos. As pessoas se tornavam Perfeitos (homens bons), pelo ritual do consolament ( esta cerimonia consistia na oração do pai nosso; reposição da veste, preta no início, depois azul, substituída por um cordão no tempo da perseguição. Tocava-se a cabeça do iniciante com o Evangelho de S. João , o ritual terminava com o beijo da paz), faziam voto de castidade, cabendo-lhes a guarda, a transmissão e a vivência da fé cátara. Os Crentes participavam do ofício divino, escutando o sermão de um Perfeito, dividiam o pão entre si que não era considerado o corpo de Cristo. Os Crentes podiam abandonar a comunidade quando quisessem, frequentavam a Igreja Católica, eram casados e podiam ter filhos, contribuíam para a sobrevivência dos Perfeitos, recebiam o consolament nas vésperas de sua morte. Desta forma, eles poderiam levar uma vida agradável, obtendo o perdão e sendo salvos.
Cada Igreja Cátara tinha um bispo, o primeiro se estabeleceu no Norte da França por volta de 1149. O voto de pobreza ficou ameaçado pelo desenvolvimento de igrejas e bens materiais. Em 1167, realizou-se o Concílio de Saint-Felix de Caraman, no Languedoc, presidido pelo bispo Nicetas de Constantinopla (hierarca bogomilo), que exortou os heréticos a adotar um dualismo absoluto, organizando os bispados do Ocidente.
Durante o período das perseguições as Igrejas Cátaras foram destruídas, os ofícios religiosos eram realizados em cavernas, florestas e casas de Crentes. A doutrina cátara foi aceita por contrariar alguns dogmas cristãos, principalmente no que se refere a volta à pobreza e ao retorno do cristianismo primitivo.
Devido a propagação da heresia cátara a partir de 1140, a Igreja começa a tomar medidas para combatê-la, sendo que no início tentava converter os heréticos a fé católica por meio da pregação, não adotando medidas trágicas pois isto não harmonizava com a caridade pregada pelo cristianismo.
A Igreja Católica estabeleceu a repressão as heresias por meio de concílios, exigindo que o poder secular participasse do processo. Desta forma, através do estudo do cânone 27 do III Concílio de Latrão (1179) e do cânone 3 do IV Concílio de Latrão (1215), verificar-se-á os princípios adotados pela Igreja Católica para reprimir a doutrina cátara. Embora o conteúdo desses cânones não tenham sido inteiramente obedecidos, percebe-se a necessidade que a Igreja Católica tinha de eliminar a heresia cátara, pois esta ameaçava seu poder. A Igreja só poderia manter-se no poder com a certeza de que era a verdadeira herdeira de Cristo e de que passavam por ela os caminhos que levavam a salvação.
Os cátaros acreditavam que o homem na sua origem havia sido um ser espiritual e para adquirir consciência e liberdade, precisaria de um corpo material, sendo necessário várias reencarnações para se libertar. Eram dualistas acreditavam na existência de dois deuses, um do bem (Deus) e outro do mal (Satã), que teria criado o mundo material e mal. Não concebiam a idéia de inferno, pois no fim o deus do Bem triunfará sobre o deus do Mal e todos serão salvos. Praticavam a abstinência de certos alimentos como a carne e tudo o que proviesse da procriação. Jejuavam antes do Natal, Páscoa e Pentecostes, não prestavam juramento, base das relações feudais na sociedade medieval, nem matavam qualquer espécie animal.
Os cátaros organizaram uma Igreja e seus membros estavam divididos em Crentes, Perfeitos e Bispos. As pessoas se tornavam Perfeitos (homens bons), pelo ritual do consolament ( esta cerimonia consistia na oração do pai nosso; reposição da veste, preta no início, depois azul, substituída por um cordão no tempo da perseguição. Tocava-se a cabeça do iniciante com o Evangelho de S. João , o ritual terminava com o beijo da paz), faziam voto de castidade, cabendo-lhes a guarda, a transmissão e a vivência da fé cátara. Os Crentes participavam do ofício divino, escutando o sermão de um Perfeito, dividiam o pão entre si que não era considerado o corpo de Cristo. Os Crentes podiam abandonar a comunidade quando quisessem, frequentavam a Igreja Católica, eram casados e podiam ter filhos, contribuíam para a sobrevivência dos Perfeitos, recebiam o consolament nas vésperas de sua morte. Desta forma, eles poderiam levar uma vida agradável, obtendo o perdão e sendo salvos.
Cada Igreja Cátara tinha um bispo, o primeiro se estabeleceu no Norte da França por volta de 1149. O voto de pobreza ficou ameaçado pelo desenvolvimento de igrejas e bens materiais. Em 1167, realizou-se o Concílio de Saint-Felix de Caraman, no Languedoc, presidido pelo bispo Nicetas de Constantinopla (hierarca bogomilo), que exortou os heréticos a adotar um dualismo absoluto, organizando os bispados do Ocidente.
Durante o período das perseguições as Igrejas Cátaras foram destruídas, os ofícios religiosos eram realizados em cavernas, florestas e casas de Crentes. A doutrina cátara foi aceita por contrariar alguns dogmas cristãos, principalmente no que se refere a volta à pobreza e ao retorno do cristianismo primitivo.
Devido a propagação da heresia cátara a partir de 1140, a Igreja começa a tomar medidas para combatê-la, sendo que no início tentava converter os heréticos a fé católica por meio da pregação, não adotando medidas trágicas pois isto não harmonizava com a caridade pregada pelo cristianismo.
A Igreja Católica estabeleceu a repressão as heresias por meio de concílios, exigindo que o poder secular participasse do processo. Desta forma, através do estudo do cânone 27 do III Concílio de Latrão (1179) e do cânone 3 do IV Concílio de Latrão (1215), verificar-se-á os princípios adotados pela Igreja Católica para reprimir a doutrina cátara. Embora o conteúdo desses cânones não tenham sido inteiramente obedecidos, percebe-se a necessidade que a Igreja Católica tinha de eliminar a heresia cátara, pois esta ameaçava seu poder. A Igreja só poderia manter-se no poder com a certeza de que era a verdadeira herdeira de Cristo e de que passavam por ela os caminhos que levavam a salvação.


Sem comentários:
Enviar um comentário