Medieval: Os Cataros


No início do século XII, a Igreja Católica presenciará a difusão da heresia dos cátaros (kataroi, puro em grego) ou albigenses (nome derivado da cidade de Albi, na qual vivia um certo números de heréticos) que se propagará no território do Languedoc, sul da França.
Os cátaros acreditavam que o homem na sua origem havia sido um ser espiritual e para adquirir consciência e liberdade, precisaria de um corpo material, sendo necessário várias reencarnações para se libertar. Eram dualistas acreditavam na existência de dois deuses, um do bem (Deus) e outro do mal (Satã), que teria criado o mundo material e mal. Não concebiam a idéia de inferno, pois no fim o deus do Bem triunfará sobre o deus do Mal e todos serão salvos. Praticavam a abstinência de certos alimentos como a carne e tudo o que proviesse da procriação. Jejuavam antes do Natal, Páscoa e Pentecostes, não prestavam juramento, base das relações feudais na sociedade medieval, nem matavam qualquer espécie animal.
Os cátaros organizaram uma Igreja e seus membros estavam divididos em Crentes, Perfeitos e Bispos. As pessoas se tornavam Perfeitos (homens bons), pelo ritual do consolament ( esta cerimonia consistia na oração do pai nosso; reposição da veste, preta no início, depois azul, substituída por um cordão no tempo da perseguição. Tocava-se a cabeça do iniciante com o Evangelho de S. João , o ritual terminava com o beijo da paz), faziam voto de castidade, cabendo-lhes a guarda, a transmissão e a vivência da fé cátara. Os Crentes participavam do ofício divino, escutando o sermão de um Perfeito, dividiam o pão entre si que não era considerado o corpo de Cristo. Os Crentes podiam abandonar a comunidade quando quisessem, frequentavam a Igreja Católica, eram casados e podiam ter filhos, contribuíam para a sobrevivência dos Perfeitos, recebiam o consolament nas vésperas de sua morte. Desta forma, eles poderiam levar uma vida agradável, obtendo o perdão e sendo salvos.
Cada Igreja Cátara tinha um bispo, o primeiro se estabeleceu no Norte da França por volta de 1149. O voto de pobreza ficou ameaçado pelo desenvolvimento de igrejas e bens materiais. Em 1167, realizou-se o Concílio de Saint-Felix de Caraman, no Languedoc, presidido pelo bispo Nicetas de Constantinopla (hierarca bogomilo), que exortou os heréticos a adotar um dualismo absoluto, organizando os bispados do Ocidente.
Durante o período das perseguições as Igrejas Cátaras foram destruídas, os ofícios religiosos eram realizados em cavernas, florestas e casas de Crentes. A doutrina cátara foi aceita por contrariar alguns dogmas cristãos, principalmente no que se refere a volta à pobreza e ao retorno do cristianismo primitivo.
Devido a propagação da heresia cátara a partir de 1140, a Igreja começa a tomar medidas para combatê-la, sendo que no início tentava converter os heréticos a fé católica por meio da pregação, não adotando medidas trágicas pois isto não harmonizava com a caridade pregada pelo cristianismo.
A Igreja Católica estabeleceu a repressão as heresias por meio de concílios, exigindo que o poder secular participasse do processo. Desta forma, através do estudo do cânone 27 do III Concílio de Latrão (1179) e do cânone 3 do IV Concílio de Latrão (1215), verificar-se-á os princípios adotados pela Igreja Católica para reprimir a doutrina cátara. Embora o conteúdo desses cânones não tenham sido inteiramente obedecidos, percebe-se a necessidade que a Igreja Católica tinha de eliminar a heresia cátara, pois esta ameaçava seu poder. A Igreja só poderia manter-se no poder com a certeza de que era a verdadeira herdeira de Cristo e de que passavam por ela os caminhos que levavam a salvação.

Misticismo: Conceitos e Tipos



O misticismo nasce do esforço do indivíduo para alcançar uma realidade absoluta ou divina que estaria em íntima conexão com as coisas. Envolve um conjunto de disposições afetivas, intelectuais e morais, cuja meta final é a comunhão com Deus.

Misticismo é a atitude espiritual que objetiva realizar a união da alma com a divindade, por diversos meios, como o ascetismo, a devoção, o amor, a contemplação etc. Forma com a teologia os dois pólos do conhecimento religioso. Se o misticismo é intuitivo, emocional, subjetivo e particular, apreendido por contato direto e incomunicável, a teologia é uma explicação analítica, de tipo racional, dos mistérios da religião. Nas religiões primitivas, em que a doutrina não constitui domínio específico, a distinção não é tão clara. Elementos místicos já estão presentes no xamanismo e na magia, que valorizam o conhecimento e o poder derivados de uma experiência singular, fora da esfera do senso comum.

Principais Tipos
O misticismo pode ser de liberação, de identidade e teísta. O primeiro é próprio do budismo e objetiva libertar o ser humano das condições inerentes à existência; o segundo, característico do hinduísmo e do neoplatonismo, tenta a identificação do indivíduo com o Todo ou o Um universais; e o teísta, presente no judaísmo, cristianismo e islamismo, busca realizar a união do indivíduo com um Deus pessoal e transcendente.
Para o misticismo teísta, o indivíduo não se dissolve nem se anula no encontro com a divindade transcendente; a união das pessoas humana e divina resulta de um dom gratuito concedido por Deus. A libertação e a identidade buscadas pelos outros dois tipos decorre de técnicas de autocontrole físico e psíquico (ioga, danças, meditação etc.). Todos três evitam as limitações da racionalidade e realizam a purificação ascética por meio de jejum, penitência, pobreza e celibato, em busca de independência em relação ao mundo material, às demandas do corpo.

Judaísmo e Islão
O misticismo judaico se manifesta nas visões dos profetas do Antigo Testamento e nas visões apocalípticas do judaísmo pós-bíblico. A cabala se desenvolveu numa direção mais próxima do ocultismo. Sua obra maior, o Zohar (Livro do esplendor), do século XIII, descreve a vida íntima de Deus e transmite conhecimentos ocultos que permitem "aderir" a ele.
O sufismo, crença e prática mística do islamismo, prega a união pessoal com Deus por meio de vários caminhos místicos, capazes de proporcionar uma avaliação da natureza do homem e de Deus e facilitar a experiência da presença do amor e da sabedoria divina no mundo.

Misticismo Cristão
Os elementos místicos do cristianismo já aparecem na teologia do apóstolo Paulo, em sua aspiração a uma relação direta com o Cristo. Essa tendência mística tomou, no cristianismo oriental (como em Orígenes e outros religiosos), a forma de comunicação com o Verbo - princípio único inteligível, organizador de todas as coisas. Alguns místicos, como são Bernardo de Claraval (1090-1153) e os religiosos do mosteiro de Saint Victor, sentiam-se como "noivas" do Redentor; outros, como são Boaventura, identificaram a própria vida com a Paixão de Cristo.
O misticismo dos dominicanos alemães medievais, sobretudo do mestre Eckhart (c.1260-1327), contém elementos teológicos e especulativos. O principal tema da mística de Eckhart é o nascimento do Cristo na alma humana, sinal da união com Deus. Segue a filosofia aristotélica tomista com influências do neoplatonismo de Plotino (século III) e do teólogo e filósofo britânico João Escoto Erígena (século IX).
Outros grandes místicos católicos foram as visionárias medievais, como a sueca santa Brígida e a italiana santa Catarina de Siena. O flamengo Jan van Ruysbroeck, cujo misticismo está relacionado ao dos dominicanos, é um dos maiores escritores holandeses medievais. Do misticismo flamengo descende a devotio moderna (devoção moderna) - religiosidade simples e piedosa das comunidades anteriores à Reforma, avessa ao intelectualismo da escolástica, e que adaptava as altas aspirações místicas à austera vida racional da nascente cultura citadina do século XIV. A devotio moderna influenciou homens tão diferentes como Erasmo de Rotterdam e Lutero. A obra que traduz seu espírito característico é a Imitatio Christi (Imitação de Cristo), atribuída a Tomás de Kempis (c.1380-1471), um dos livros mais lidos do cristianismo ocidental.
O misticismo católico combinou experiências extra-sensoriais (visões) com uma vida ativa de trabalho. Expressou-se na Espanha do século XVI em santa Teresa de Ávila, são João da Cruz e Juan de los Ángeles (1536-1609), grandes espíritos religiosos e também grandes escritores. Na França, a tendência mística foi precedida e preparada pelo humanismo cristão de são Francisco de Sales e do cardeal Pierre de Bérulle (1575-1629), fundador da ordem dos oratorianos. Os grandes místicos franceses do século XVII são Jean-Jacques Olier, da igreja de Saint Sulpice, a carmelita Marie de L'Incarnation e o abade de Saint-Cyran, da abadia de Port-Royal. No século XX houve debates dentro do catolicismo a respeito da natureza da mística: para uns, é uma graça especial concedida por Deus aos eleitos; para outros, seria o fruto natural da vida cristã.

Mística Cristã não-Católica
O protestantismo também desenvolveu várias tendências místicas, embora os iniciadores da Reforma não as tenham cultivado. Manifestam-se na filosofia de Jakob Böhme (1575-1624) e no pietismo dos séculos XVII e XVIII, como a seita dos irmãos morávios, sob a liderança de Nikolaus Ludwig Zinzendorf (século XVIII).
Nas igrejas orientais, uma das principais figuras da revivificação mística é Gregório Palamas (século XIV), para quem Deus se manifesta em pessoa no corpo do fiel. A mística bizantina difundiu-se no Oriente cristão e seus adeptos na Rússia dos séculos XVIII e XIX foram os startsy (plural de staretz) -- monges ascetas no modelo dos eremitas dos desertos do Egito, Síria e Palestina. O mais conhecido é o monge Serafim de Sarov (1759-1833). A figura do staretz foi difundida no mundo ocidental pelo livro Relato de um peregrino russo, editado a partir de manuscrito encontrado num mosteiro ortodoxo, de autor desconhecido, que conta experiências místicas ao longo de toda uma vida de ascese e busca de Deus.

Religião: Jesus e os Manuscritos do Mar Morto



Michael Baigent e Richard Leigh, autores de "A decepção do Mar Morto". Argumentam que o pacifista Jesus era muito improvável. Como os autores apontam, frases Qumraniana fluía de seus lábios, por vezes, palavra por palavra. Tradicionalmente, os estudiosos admitem que pelo menos alguns Zelotes compunham o círculo íntimo de Jesus. A própria Bíblia revela a actuação dos Zelotes, como dirigindo os cambistas do Templo. Ele diz nos Evangelhos: "Eu não só vim trazer paz, como espada". No mesmo sentido, quando um grupo de soldados romanos, vem para Ele no Getsêmani, Pedro levanta a espada contra eles, dificilmente o acto de um cristão pacifico. Revelador é o número de soldados na corte romana, seiscentos. Porquê enviar seiscentos soldados, exceto na perspectiva de uma resistência armada? E a crucificação, lembre-se, que foi o método de execução para os rebeldes, não para rabinos. Estes acontecimentos bíblicos, em conflito com a tradição cristã, não entram em conflito com o contexto de Qumran. Pelo contrário, eles se encaixam.

Rabiscos através dos Evangelhos, no entanto, e de fontes mais obscuras que iremos explorar, Jesus aparece nada menos do que um revolucionário, ainda que profundamente místico, com base em tradições de um contexto muito mais amplo geográfica e espiritualmente, do que mesmo os renegados da ciência moderna ousam especular. Era o mestre da Galiléia longe da Palestina, como alguns pretendem, durante o tempo de agitação? Poderia ter sido na Índia, ou no Tibete, e retornou ao caos político? A própria Bíblia, especialmente as cartas de Paulo, fornece algumas pistas.

Tecidos através da linguagem poética e mística, os rolos revelam uma devoção a lei judaica que, se estamos lidando com o cristianismo primitivo, parece excluir a evangelização de Paulo entre os gentios, que eram estritamente fora dos limites do Qumranianos supostamente xenófobos. Infelizmente, a Bíblia fornece pouca informação histórica sobre a Igreja Primitiva. O que se sabe foi recolhido de historiadores escrita séculos depois. Contas fiáveis desapareceram com a queda do Templo judaico, em 70 dC, a queima da biblioteca de Alexandria e, como Morton Smith sugeriu que, com a eventual supressão de textos escritos pelo próprio Jesus. Os escritos do apóstolo Paulo, no entanto, ajudam a explicar o cristianismo como o diagnóstico precoce pode ter evoluído a partir de um judaísmo fervoroso nacionalista ao movimento espiritual que varreu o mundo ocidental. Além disso, a experiência de Paulo no caminho de Damasco, pode ser outra peça no quebra-cabeça, a comunhão mística.


Após a morte de Jesus, Paulo viajou e pregou na Judéia e Palestina, acções incompatíveis com o nacionalismo religioso dos Qumranianos, judaísmo ou para essa matéria, apesar da sua linguagem assemelhar-se à dos manuscritos. Foi ele um agente Romano de infiltração nos rebeldes judeus? cooptando o movimento, como Baigent e Leigh sugerem? Ou ele era professor de uma mística inspirada pela revelação progressiva? Vamos olhar mais de perto a sua história.

Depois de ser atingido por uma visão de Jesus na estrada para Damasco, Paulo parte para Roma, Grécia e Ásia Menor, difundindo uma nova religião que exalta a fé em Cristo, em contraste com os pergaminhos e os escritos de Tiago na Igreja de Jerusalém. Tenhamos em mente que o Novo Testamento ainda não existia. A Doutrina cristã, tal como a conhecemos, não se manifestou até o Concílio de Nicéia, em 325 dC. Entanto, Paulo faz Jesus em um avatar estilo oriental, como Krishna, capaz de conduzir os seus seguidores em um estado divino, uma mística terra prometida. Ele prega conjunto com Cristo, uma unidade através do contato interno, a força da trilogia numa mistura de misticismo oriental e dualismo persa que até hoje, apesar de bíblico, desafia a ortodoxia (em paridade espiritual com Cristo é blasfêmia). Paulo fala de um homem interior do coração, tanto na forma como os Vedas da antiga Índia falam de uma identidade espiritual interior Unidos com Brahman, o Todo. Os Manuscritos do Mar Morto também falam dessa identidade, o que sugere laços, ou pelo menos o conhecimento compartilhado, entre os místicos orientais e os judeus do Novo e Velho Testamento. Isso assemelha-se aos escritos da mística judaica conhecida como Cabala.

Eisenman oferece a seguinte tradução de um texto revelando Mar Morto, chamado "As bem-aventuranças" por sua semelhança com a passagem bíblica do mesmo nome. Sua tradução: Produzi o conhecimento do seu eu interior. Esta frase (entre outras na escritura ocidental) parece derivar dos Vedas da Índia, assim como Jesus referindo-se a si mesmo como a Luz do Mundo evoca linguagem de Krishna no Bhagavad Gita. Implícito na tradução é que esse eu, ou atman no sânscrito, é a identidade do Brahman, ou Deus, residente misteriosamente dentro do indivíduo (a força?) Este ensinamento não é judaico-cristão, no sentido ortodoxo. Então, as tradições do Oriente e do Ocidente têm uma origem comum na experiência mística oriental?

Outra evidência nos diz que Jesus ensinou os mistérios iniciáticos, a ciência da imortalidade, como os grandes místicos orientais. Em 1958, num mosteiro ortodoxo grego no deserto da Judéia, Morton Smith descobriu uma carta escrita em 200 dC por Clemente de Alexandria. A letra fala de um evangelho secreto de Marcos, um evangelho mais espiritual, Clemente escreve: "... só de leitura para aqueles que estão a ser iniciados nos grandes mistérios." Esta carta intrigante, escrito muito antes de Eusébio, fala de uma tradição secreta mística sem fronteiras nacionalistas. Que Jesus ensinou e participou esta tradição é mais do que provável. Assim fazendo, ele, com toda probabilidade, não era escravo de agendas regionais, levantando-se para além dos símbolos relativos o bem e o mal, judeus e gentios, enquanto a feroz oposição ao mal espiritual encarnada nos sacerdotes corruptos.

Será que Paulo aproveitou o kernel do cristão e da sabedoria védica, deixando para trás a casca da política, que, como iniciar uma mística na sabedoria oriental que ele tentou levar ao mundo ocidental? Os ensinamentos do Conjunto Heirship e o homem interior do coração parece fazer exatamente isso, a paridade sugerindo espiritual com Cristo, o caminho da unidade no Mar Morto, declarou como: Produzi o conhecimento do seu eu interior. Poderá ser esta a verdadeira ameaça para os pergaminhos no presente, a liberdade espiritual, iluminação individual em oposição à subserviência a ortodoxia? Indo um passo adiante, foi essa busca de unidade mística no coração do cristianismo primitivo?

Textos de um monastério tibetano fornece algumas pistas.

Muitos têm sugerido que o Vaticano mantém textos exóticos sobre a vida de Jesus Cristo, que iria alterar drasticamente as crenças tradicionais sobre as origens cristãs. Em 1887, um viajante russo, Dr. Nicholas Notovitch, alegou que ele descobriu os textos num mosteiro em Himis, Tibet. Retornando à Rússia, ele escreveu "The Unknown Life of Jesus Cristo", um livro sobre a viagem para o oriente Jesus como um homem jovem, seus anos perdidos. Outro livro de Notovitch, a vida de Santo Issa, Jesus descreve o estudo e ensino dos Vedas na Índia. Tomando-se com uma caravana em tenra idade, a história, Jesus percorreu a Rota da Seda, em seguida, para Kapilavastu, local de nascimento de Buda. Enquanto na Índia, ele ferozmente denuncia o sacerdote hindu de classe, os brâmanes, na mesma forma que ele denuncia os fariseus no evangelho de Mateus, que, como afirmou, lembram o tom dos textos do Mar Morto. Um indiano Swami, Abhedananda, publicou um bengali tradução dos textos budistas em 1929. No mesmo ano, Nicholas Roerich, o pintor e explorador, percorreu o Extremo Oriente. Transcrições de seu diário revelam um ensinamento místico sobre o Feminino Divino dado por Jesus na Índia, mais uma vez, semelhante aos ensinamentos nos pergaminhos, e uma visão muito diferente da realidade do que a do Vaticano.


Religião: Inquisição e Tribunal do Santo Oficio



A CRIAÇÃO DA INQUISIÇÃO
Criada sob o pretexto de preservar a fé católica diante do crescimento das heresias, a Inquisição foi uma das etapas mais sombrias da humanidade e da igreja. Em nome de Jesus muitas pessoas foram perseguidas, torturadas e mortas.

Conhecida popularmente como Tribunal do Santo Ofício, a inquisição era uma função na Igreja Católica. Na medida em que a igreja foi organizando sua estrutura, estabeleceu também suas regras que, com o tempo, foram organizadas no Direito Canônico. Os conflitos internos da igreja deram origem ao policiamento do clero, a investigação disciplinar, mais tarde usado no combate ao que eles chamavam de heresias.

O crescimento do dogmatismo, da coerção e do poder material da Igreja, provocou o surgimento de outras igrejas. Algumas tentavam recuperar a pureza e a austeridade da Igreja Primitiva. As dezenas das chamadas seitas que surgiram pregavam uma nova ética cristã, em oposição à opulência, riqueza e aos desmandos da Igreja Católica, que tinha como meta apenas sua prosperidade econômica. A vida luxuosa de alguns líderes da igreja Católica fez com que a população menos favorecida não reconhecesse mais a função religiosa dos representantes do clero.

Novas interpretações religiosas passaram a assumir o papel de uma igreja que se distanciava de suas funções espirituais. Foi dessa forma que surgiram diversos grupos como os joaquistas, os beguinos, os flagelados, os humilhados, etc.

A doutrina chamada pela igreja de herética mais conhecida foi a dos cátaros (puros) ou albigeneses, que se desenvolveu na França, no norte da Itália e norte da Alemanha, durante o século 11. Os cátaros tinham uma igreja organizada e pregavam uma vida simples em comunidade. Defendiam a castidade, o jejum e o vegetarianismo. Organizavam-se em dois grupos: os fiéis e os perfeitos. Diante da opulência da Igreja Católica, a seita atraiu um grande número de adeptos.

A igreja fez oposição aos cátaros com a cruzada Albigenese, que assolou a França durante a primeira metade do século 13. Foi nesse período que as ordens mendicantes dos dominicanos e franciscanos tentaram envolver os hereges com o exemplo de pobreza e humildade.

Muitos hereges eram linchados pela população, e muitos governantes passaram a persegui-los. Dessa forma a Santa Sé (Roma), foi pressionada a oficializar a perseguição aos hereges. Oficialmente as primeiras iniciativas partiram do papa Lúcio III, que amparado pelas recomendações dos concílios de Latrão (1179) e Verona (1184), unificou a repressão às chamadas pela igreja de seitas heréticas.

As atividades inquisidoras do episcopado se intensificaram com o apoio de diversos reinos contra as doutrinas não autorizadas pela Igreja de Roma. O castigo adotado foi o da fogueira contra o delito de lesa-majestade divina, considerado o mais grave crime que poderia ser cometido por uma pessoa.

No entanto, os bispos da igreja não conseguiram controlar a situação. Em 1216, o papa Inocêncio III, elegeu São Domingos de Gusmão, fundador da ordem dos Dominicanos, presidente de um tribunal especial em Toulouse, na França. As decisões do papa tinham como base as determinações do Quarto Concílio de Latrão, de 1215, que estabelecera regras e sustento doutrinário para a inquisição, que foi chamada de “inquisição delegada”, presidida e executada por membros da igreja.

Dessa forma outros tribunais foram criados, ligados a Santa Sé. A estrutura definitiva do Santo Ofício foi delineada no concílio de 1229, em Toulouse, e consolidada em 1231, por bula do papa Gregório IX.

A bula Licet ad Capiendos, do papa Gregório IX, datada de 1233, marcou definitivamente o inicio da inquisição: “onde quer que os ocorra pregar, estais facultados, se os pecadores persistiram em defender a heresia apesar das advertências, a privá-los para sempre dos seus benefícios espirituais e proceder contra eles e todos os outros sem apelação, solicitando em caso de necessário a ajuda das autoridades seculares e vencendo sua oposição, se isto for necessário, por meio de censuras eclesiásticas inapeláveis.

Os chamados inquisidores delegados, geralmente dominicanos ou franciscanos, passaram a agir com eficácia, embora ainda existisse a ação inquisidora dos bispos. Os tribunais eram subordinados ao papa, mas agiam com relativa autonomia. No entanto tornou-se evidente a necessidade de se criar uma coordenação geral das atividades dos tribunais. Dessa forma, o papa Urbano IV crio em 1263, o cargo de Inquisidor Geral, que passou a controlar todos os tribunais da inquisição.

Apesar de ter sido um instrumento útil e poderoso no combate aos chamados hereges, o Tribunal da Inquisição, por suas ações cruéis e injustas, comprometeu a imagem de uma igreja que pregava caridade, amor ao próximo e justiça.

A repercussão de suas atividades e o poder da Inquisição foram muito grandes e se baseavam na idéia implantada a partir do papado de Gregório VII, de que o papa era o representante de Deus na terra. Ele estava no mundo como guarda supremo da fé, para velar pela humanidade, com o poder de intervir nas relações sociais, políticas e religiosas. Qualquer resistência poderia ser aniquilada por ele.

Durante o século 13 a igreja se considerava no auge de seu domínio secular. O papa era o senhor dos corpos e das almas, e tinha poder sobre o bem e o mal. Seus emissários, representantes e inquisidores não executavam diretamente as torturas ou sentenças de morte, embora estivessem presentes em todos esses atos. Após os interrogatórios os réus eram entregues ao estado, às autoridades civis que sob a coação do poder da igreja, eram obrigados a cumprir as penas determinadas aos réus. Caso contrário, também seriam considerados hereges e submetidos ao tribunal.

A pressão era muito grande, pois o papa tinha poder de interditar uma cidade inteira caso seu governante não seguisse suas ordens; o que significaria que, no local os sacramentos da igreja não seriam mais ministrados, e conseqüentemente todos os seus habitantes teriam suas almas “ardendo” no purgatório.

Os acusados deixavam de ter direito aos sacramentos e se reagissem de forma agressiva, às autoridades civis eram obrigadas a intervir. Na primeira fase da Inquisição, o uso da tortura aos poucos foi sendo extinto, sendo autorizada apenas quando já existissem provas do crime ou quando o acusado já tivesse uma má fama.

Inicialmente a prática da tortura habitual nos processos civis foi rejeitada pelos papas, que chegaram a punir alguns inquisidores por sua crueldade. No entanto, em 1252, o papa Inocêncio IV autorizou o uso da tortura quando houvesse algum tipo de dúvida sobre a declaração do acusado.

De acordo com o Concílio de Viena, de 1311, os inquisidores só poderiam usar a tortura com a autorização do bispo diocesano e de uma comissão julgadora que analisava cada caso em particular.

A tortura poderia ser recomendada quando não havia certeza sobre a culpa do acusado. Muitas vezes, a tortura era adiada para que o medo do réu aumentasse e dessa forma ele decidisse confessar sua falta, independente de ser culpado ou inocente, já que depois da acusação não havia a possibilidade de alguém ser inocentado e jamais havia perdão. Aquele que confessava deixava de ser torturado, mas não escapava da pena de morte.

O REGIMENTO INTERNO DA INQUISIÇÃO
Em 1376, surgiu uma espécie de regimento interno do Santo Ofício, um Manual dos Inquisidores, elaborado pelo dominicano Nicolau Eymerich. Mais tarde, o documento foi ampliado pelo dominicano espanhol Francisco de La Peña. O manual era extenso e tinha detalhes sobre a realização das acusações. Os hereges deveriam ser condenados a morte nas chamas em praça pública. Havia o cuidado de se prender a língua dos réus ou amordaçá-los para que não blasfemassem ou ferissem a fé dos que estavam assistindo o cumprimento da pena.

Os inquisidores eram treinados para perceber detalhes nas pessoas que justificassem suspeitas de heresia, tais como hábitos, vestimentas e alimentação. Milhares de mulheres pobres, velhas e desportegidas por serem solteiras, foram sujeitadas a torturas inomináveis. Ao todo foram exacutadas por volta de 30.000 mulheres acusadas de feitiçaria, até o fim do século XVI. As bruxas eram acusadas por todo tipo de calamidade: tempestades, secas, morte de animais em fazendas.

Judeus e sarracenos (muçulmanos) eram motivos de ação dos inquisidores. Sofriam as mesmas suspeitas de heresia aqueles que não freqüentassem a igreja ou não cumprisse seus sacramentos.

A grande ordem era exterminar todos aqueles que se conduzissem contrário as ordens de Roma. As famílias dos acusados sofriam terrivelmente, pois, além da zombaria geral, ficavam em total miséria, pois todos os seu bens, móveis e imóveis eram confiscados pela igreja.

As execuções geralmente ocorriam em dias de festas religiosas e eram precedidas pelos autos-de-fé. Celebrava-se uma missa e se fazia a leitura das sentenças. As execuções eram públicas, eram ao mesmo tempo uma prestação de contas da igreja e um alerta para as pessoas não cometerem os mesmos crimes.

Não existia um limite de idade ou sexo para se ser submetido à Inquisição e às suas torturas. As penas podiam ser brandas e progrediam de acordo com a gravidade da acusação. Todos os castigos impostos pela igreja envolviam flagelos, torturas e confisco de bens pela igreja. Quando a sentença era prisão perpetua, o réu ficava a pão e água, logo morria de inanição e seu corpo era queimado.

Os inquisidores prescreviam a tortura sem intervenção de outras autoridades, e aplicavam-na com ajuda de outros irmãos da Ordem Dominicana, em salas especialmente preparadas nos cárceres do Santo Ofício.

Cada sessão não poderia passar de uma hora e não poderia ser repetida. A confissão obtida sob tortura deveria ser ratificada após um prazo mínimo de 24 horas, para se ter certeza de que o réu não se acusara falsamente para acabar com o tormento. No entanto muitos acusados morriam durante a sessão de tortura.

Na sociedade moderna a caça as bruxas e aos hereges tornou-se importante, pois qualquer um poderia ser considerado ou apontado como um inimigo. O estado por meio de leis proibia as atividades daqueles que eram considerados criminosos pela fé. Dessa forma crimes contra a religião católica eram julgados tanto pelo estado quanto pela igreja, pelo governador ou pelo bispo.

O MAIS CRUEL DOS INQUISIDORES
Frei Tomás de Torquemada foi considerado o mais aterrorizante inquisidor da história. Ele explorava a desconfiança popular com relação aos judeus convertidos e divulgava a idéia de que o mundo deveria contar apenas com “católicos puros”. Para estimular as delações Torquemada elaborou uma cartilha com instruções que ensinava aos católicos como vigiar seus vizinhos e reconhecer prováveis traços de práticas judaicas. O uso de roupas limpas e coloridas aos sábados, a limpeza da casa na sexta-feira e a recitação de preces diante de um muro eram algumas das características que podiam determinar uma ligação com o judaísmo.

A INQUISIÇÃO CONTRA CIÊNCIA
Muitos cientistas enfrentaram ameaças da inquisição, entre o fim da Idade Média e o início do Renascimento. Para escapar dos olhares vigilantes de Roma, Leonardo da Vinci, por exemplo, escondeu seus projetos de todos que o rodeavam, exceto seus discipulos mais próximos. Com a mesma preocupação Nicolau Copérnico deixou de publicar seus estudos sobre astronomia, fazendo a publicação apenas quando estava prestes a morrer.

Os que desafiaram o papado sentiram as diferenças que havia entre a fé católica e a ciência. Em fins do século 17, Giordano Bruno foi executado por suas obras e idéias heréticas, tornando-se o primeiro martir da ciência. Mas o caso mais famoso foi o do italiano Galileu Galilei, considerado o pai da Ciência Moderna. Ele só escapou da morte ao pedir perdão no Vaticano por ter afirmado que a Terra é que girava em torno do Sol, e não o contrário, como afirmava a Igreja até então.

A INQUISIÇÃO EM PORTUGAL
Portugal vivia a grande aventura mercantilista dos descobrimentos, que dependia do apoio econômico dos comerciantes judeus. A rejeição portuguesa aos judeus partia da população estimulada pela Igreja Católica. A coroa portuguesa sempre tentou contornar a situação dos judeus, abrandando e esfriando os ânimos. Em alguns momentos protegiam-nos, proibindo o constrangimento do batismo obrigatório.

Com a implantação da Inquisição na Espanha, a situação portuguesa se alterou, pois o povo e a igreja julgavam uma afronta um país que não tivesse a Inquisição em seus domínios. Por causa das perseguições, muitos judeus fugiram da Espanha para Portugal, deixando a situação ainda mais delicada e explosiva. Em 1487, D. João II obteve a autorização do papa para punir os marranos (judeus convertidos ao catolicismo) que faltassem com seus deveres católicos. Muitos morreram no fogo.

Apesar de se converterem ao catolicismo os judeus fieis às suas crenças persistiam em não aceitar as ordens da igreja. Durante estes anos vários massacres de judeus aconteceram em Lisboa. Muitos optaram por fugir do país levando seus tesouros, o que prejudicou a economia nacional.

INQUISIÇÃO, O SANTO OFÍCIO NO BRASIL
Embora o Santo Ofício não tenha estabelecido oficialmente um Tribunal no Brasil, os bispos locais tinham poderes para prender e confiscar os bens de suspeitos, enviar prisioneiros ou seus processos a Inquisição em Lisboa. Eventualmente algum padre visitador, membro da Inquisição vinha ao Brasil, e suas investigações concentravam-se em casos envolvendo bruxaria, blasfêmia contra a igreja, além dos novos convertidos ao catolicismo.

A primeira visitação do Santo Ofício que se tem notícia no Brasil foi em 1591, estendeu-se por dois anos. Até 1624, foram processados 245 novos católicos, todos sob a acusação de ainda praticarem o judaísmo. Entre 1649 e 1748, cerca de 18 brasileiros foram condenados à morte pela Inquisição em Lisboa.

O PEDIDO DE PERDÃO DA IGREJA CATÓLICA
No dia 15 de março de 2000, o papa João Paulo II, no documento Memória e Reconciliação: a Igreja e as Culpas do Passado. Agrupou as incorreções e os pecados cometidos pela Igreja no passado, quando levada pelo seu crescente poder temporal, foi intolerante, opressora e até mesmo corrupta. Com mais de 90 páginas, o documento tornou-se a maior demonstração de expiação publica da história do catolicismo romano, pois por meio dele o papa pediu perdão pela série de pecados cometidos desde a origem da Igreja. Entre os diversos pecados citados no documento consta os da intolerância com os dissidentes e guerras religiosas, compreendendo as Cruzadas e a Inquisição.

Religião: Jesus Histórico



Naquela época vivia Jesus, homem sábio, de excelente conduta e virtude reconhecida. Muitos judeus e homens de outras nações converteram-se em seus discípulos. Pilatos ordenou que fosse crucificado e morto, mas aqueles que foram seus discípulos não voltaram atrás e afirmaram que ele lhes havia aparecido três dias após sua crucificação: estava vivo. Talvez ele fosse o Messias sobre o qual os profetas anunciaram coisas maravilhosas", trecho de "Antiguidades Judaicas", de Flavio Josefo, primeiro historiador judeu, ano 95 d.C.
Nenhum outro debate permaneceu durante tanto tempo em voga quanto os que dizem respeito a Jesus de Nazaré. Personagem controverso e questionado por alguns, Jesus permanece como fonte de estudos para pessoas interessadas em sua mensagem espiritual, enquanto outros procuram saber mais sobre a influência que exerceu sobre um elevado número de pessoas na Palestina. Para os Cristãos, ele é o Messias, salvador da humanidade. Já para os muçulmanos, um grande profeta. Enquanto isso, um outro contingente acredita que toda sua pregação não passa de um mito criado por fanáticos religiosos.
Em meio à essas discussões, arqueólogos, teólogos e historiadores buscam encontrar vestígios concretos da época em que Jesus viveu para conhecer mais sobre seus costumes e saber mais sobre o contexto da região. No atual momento das pesquisas, já não se questiona mais a existência de Jesus. Agora, resta saber o que ele, de fato, fazia, como se relacionava com as pessoas e a importância que teve no cenário da Judéia no primeiro século.
"Não é preciso comprovar a existência de Jesus arqueologicamente, pois existem várias evidências históricas. Além da literatura cristã primitiva temos testemunhos do Talmude, um dos textos sagrados do judaísmo, e de Josefo, o primeiro historiador judeu. Do ponto de vista histórico, é mais do que suficiente", explica o teólogo da UMESP (Universidade Metodista de São Paulo), Gabriele Cornelli. "A arqueologia serve para descobrir qual era o contexto econômico, social, financeiro e agrícola da Galiléia. Descobrir, por exemplo, quantas pessoas moravam na região, qual era a ocupação econômica principal e coisas do tipo, para colocar a figura de Jesus no seu berço."
A busca pelo Cristo da história, não somente o apresentado pela religião, tem mostrado que grande parte do que está apontado na Bíblia tem encontrado reflexo na arqueologia. Um ponto comprovado, por exemplo, é o status financeiro da região, bem como a atividade de Jesus e José, descritos como marceneiros pela Bíblia.
"Nessas pesquisas, foi possível descobrir que a Galiléia era uma região pobre e rural. Mas que atravessava um momento de forte expansão urbanística. Portanto, era preciso muita mão de obra", relata Cornelli. "Por conseqüência, de marceneiros. Assim, a informação de que a família de Jesus fosse de marceneiros no interior procede do ponto de vista da migração de trabalhadores da construção."
Outra questão em que se avançou bastante é na relação política entre romanos e judeus à época. Assim, a crise política apontada no polêmico filme "A Paixão de Cristo", de Mel Gibson. Na obra, Pilatos se vê indeciso entre atender às exigências de Caifás, o sumo sacerdote, ou libertar Jesus, em quem não vê culpa. Essa divisão é sustentada por estudos que apontam a Judéia como uma região politicamente instável e tida como um provável berço de insurreições contra o domínio de César. Desta forma, negar o clamor por crucificação poderia significar a explosão de uma guerra civil, uma vez que a população estava dividida.
"Vemos na história romana alguns indícios de que a Judéia sempre foi vista como uma região repleta de rebeldes, dispostos a promover uma insurreição a qualquer momento. Todas as províncias romanas tinham o direito de ter um rei próprio, mas Jerusalém e a Judéia perdem essa condição e sofrem intervenção através de um procurador romano. Pilatos foi um desses", detalha o teólogo da Unasp (Centro Universitário Adventista de São Paulo), Rodrigo Pereira da Silva. "Nesse aspecto, faz muito sentido a visão do Mel Gibson de que Pilatos temia uma guerra civil. E era provável que isso acontecesse mesmo."

A Paixão de Cristo

Compreendendo melhor o contexto histórico, os pesquisadores têm avançado em eventos considerados mais importantes, como a Paixão de Cristo. Embora ainda muito contestado, algumas descobertas têm servido para esclarecer determinados pontos da crucificação e morte de Jesus de Nazaré. Atualmente já se sabe que, ao contrário do que indicava a lei da época, os romanos abriam algumas exceções para que criminosos condenados à morte por crucificação pudessem ser sepultados por suas famílias. Isso acontecia, principalmente, no caso de famílias ricas (vale lembrar que, segundo a bíblia, foi José de Arimatéia, um rico senador, que solicitou a Pilatos o corpo de Jesus - Marcos 15:43).
Essas confirmações foram fortemente reforçadas em 1968. Após a Guerra dos Seis Dias, foi encontrada uma caixa mortuária de um jovem que teria sido crucificado. "Nesta caixa de pedra estava gravado o nome ´Iohanan, bar Hagagol` (João, filho de Hagagol). Nesse achado, um dos ossos do calcanhar tinha um cravo romano atravessado nele. É o único corpo de alguém crucificado que se encontrou até hoje, porque os demais os romanos jogavam em lixões, pois não tinham direito a sepultamento digno. Esse foi uma das exceções", relata Silva. Essa descoberta também apontou alterações na forma como se imaginava a crucificação, pois demonstrou que o cravo não era transpassado no peito do pé, e sim na lateral do calcanhar.
Os estudos apontaram também os rituais de sepultamento dos judeus do primeiro século. Os mortos não eram sepultados imediatamente. Após seu falecimento, eram lavados, envoltos em um lençol e colocados em uma caverna, onde permaneciam durante anos. "Depois desse período, a pedra era removida, tiravam-se os ossos da pessoa, colocavam em caixas de pedra e elas eram colocadas em uma parede, para economia de espaço. O sepultamento, propriamente dito, era a remoção dos ossos da caverna", explica Silva. O relato da ressurreição de Jesus (e também a de Lázaro) diz respeito a esta fase da caverna.
Ainda assim, alguns pesquisadores contestam os detalhes da crucificação alegando que algumas contradições não permitem que se julgue completamente verdadeiro o martírio. Um fator bastante contestado, por exemplo, é o fato de o julgamento ter sido realizado durante a noite, o que era proibido pelo governo romano. Outra questão é que, segundo o Torá, ninguém poderia ser sacrificado antes da Páscoa.
"Alguns se apegam esses detalhes contra a historicidade do julgamento de Jesus. Mas se isso procedesse, teríamos que anular centenas e centenas de julgamentos que sabemos que não foram justos. Há uma série de julgamentos, o de Sócrates, por exemplo, em que foram quebrados vários direitos dos condenados. De fato, houve muita ilegalidade no julgamento de Jesus, mas isso não desmente que aquilo aconteceu", rechaça Silva, que também é curador do Museu Brasileiro de Arqueologia Bíblica, localizado no interior de São Paulo, próximo à cidade de Campinas.

Fé e razão

A busca de pesquisadores pela história real da bíblia pouco tem a ver, no entanto, com a fé - ou a ausência dela - dos mesmos. Em geral, os arqueólogos e historiadores não pretendem comprovar, ou contestar, a Bíblia. Sua intenção é compreender o mundo atual e os atores que o conduziram a esta condição. "Existem muitas pessoas que falam besteira sobre isso. Se deixam conduzir simplesmente pela questão da fé. Se você acredita na salvação, ok. Mas os estudos histórico-científicos não têm nada a ver com fé", diz Cornelli.
No entanto, é difícil afirmar que os dois fatores são necessariamente exclusivos. "É bom ressaltar que a arqueologia não tem como pressuposto provar a bíblia. Este é um livro que demanda fé e fala de coisas sobrenaturais. Não consigo provar, por exemplo, que Jesus andou sobre as águas. Mas consigo, pelos estudos, confirmar ou desmentir os fatos históricos que ela conta", diz Silva. "A religião é fé. Mas isso também demanda o lado racional. As religiões têm sido desacreditadas por diversas razões. Posso ser racional, trabalhar com método científico, e, com mais certeza, crer no que está escrito na Bíblia e acreditar que ela é a palavra de Deus."

Documentos comprovam existência histórica de Jesus

Além de toda a literatura produzida por seguidores, como os 27 livros do Novo Testamento, documentação produzida por historiadores e governantes contemporâneos atestam a historicidade da existência e missão de Jesus Cristo.
O historiador José Flávio (37-97 d.C.), nascido em Jerusalém, conheceu a primitiva comunidade cristã e, como pertencente à nobreza sacerdotal judaica, ocupou-se criticamente dos seguidores de Jesus. Em sua obra Antigüidades Judaicas, ele afirma que "neste período viveu Jesus, homem sábio (se é possível chamá-lo de homem). Ele fez obras maravilhosas. Ele atraiu a sí muitos judeus e pagãos. E quando, pelas acusações dos nossos homens de prestígio, Pilatos o condenou à crucificação, aqueles que o tinham amado não o abandonaram. Ainda hoje não desapareceu o gênero dos que dele têm o nome de cristãos" (XVIII 3,3).
Plínio, o moço, escreveu ao imperador Trajano no ano 112 para saber como se comportar em relação aos cristãos. Em sua carta explica: "É meu costume, meu senhor, referir a ti tudo aquilo acerca do qual tenho dúvidas... Nunca presenciei a julgamento contra os cristãos... Eles admitem que toda sua culpa ou erro consiste nisso: que usam se reunir num dia marcado antes da alvorada, para cantar hino a Cristo como Deus... Parecia-me um caso sobre o qual devo te consultar, sobretudo pelo número dos acusados... De fato, muitos de toda idade, condição e sexo, são chamados em juízo e o serão. O contágio desta superstição invadiu não somente as cidades, mas também o interior; parece-me que ainda se possa fazer alguma coisa para parar e corrigir... " (Ep. X, 96).
O procurador da Judéia, Públius Lêntulus, dirigiu carta ao Imperador Tiberius César no ano 32, provavelmente a pedido desse, apresentando um retrato falado de Jesus. "''Existe nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente, de grandes virtudes, chamado Jesus"...

(Ler o conteúdo completo da carta)

Religião: Carta de Públius Lêntulus



Carta escrita pelo pretor Publius Lentulus, mais conhecido pelos historiadores como Sura, ao Imperador Tibério Cesar, conforme cópia descoberta nos arquivos do Rei Abgar de Edessa (atual Turquia), o qual, nela baseado mandou pintar o mais antigo retrato conhecido de Jesus, O Mandylion de Edessa.
Talvez seja a única prova das características fisicas de Jesus:

''Existe nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente, de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado profeta da verdade e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do Céu e da Terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus; ressuscita os mortos, cura os enfermos; em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto. Há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a amá-lo ou a temê-lo. Tem os cabelos da cor da amêndoa bem madura, distendidos até às orelhas e das orelhas até às espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes. Tem no meio da sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos Nazarenos; o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis. A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio; seu olhar é muito especioso e grave; tem os olhos graciosos e claros; o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade. Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços e as mãos muito belos; na palestra contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele alguém se aproxima, verifica que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza; não se tendo jamais visto, por estas partes, uma donzela tão bela... De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram. Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de tua Majestade. Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde.


Esoterismo: Cristianismo Esotérico



Cristianismo Esotérico é a vertente do Cristianismo composta pelas escolas de mistérios, constituindo o que se conhece como a parte mística do Cristianismo. Trata-se de um segmento minoritário, uma vez que não se dirige às massas nem faz proselitismo, e não é estruturado em igrejas, apesar de a maioria das escolas terem rituais específicos. A este ramo do Cristianismo pertencem o Gnosticismo e o Rosacrucianismo (apesar de muitas organizações com o nome "Rosacruz" não se vincularem ao Cristianismo). Os Essênios são considerados os precursores do Cristianismo Esotérico.

A doutrina

As bases da doutrina cristã esotérica se diferenciam dentro da comunidade cristã especialmente pelo fato de a reencarnação e o evolucionismo constituirem seus pontos-chave. Assim como as demais vertentes cristãs, considera-se a Bíblia e, especialmente os Evangelhos como fontes de autoridade dos mistérios de Deus, mas a Bíblia não é considerada a "palavra de Deus" nem deve ser interpretada literalmente, ou considerá-la à prova de erros. Outras escrituras que não foram incluídas na Bíblia também são amplamente consideradas, entre as quais muitos dos evangelhos apócrifos. Cristo é considerado como o líder da humanidade e governante do Sistema Solar, sendo onipresente assim como Deus, e por isso tendo uma centelha dentro de cada forma vivente (o chamado "Cristo Interno"). É considerado também a única entidade à qual o homem deve se dirigir, rejeitando-se portanto o culto a santos e imagens.

Os cristãos esoteristas advogam que não há inferno ou paraíso, ou, pelo menos, que não sejam eternos. Cada pessoa paga por aquilo que praticou, na exata proporção. A todos é concedida a oportunidade de reencarnação, para o aperfeiçoamento do caráter; e a salvação será dada a toda a humanidade - alguns em mais tempo, outros em menos tempo.

Não existem sacerdotes na hierarquia. As escolas geralmente se compõem de um ou mais instrutores, mas que não ministram qualquer tipo de sacramento. O único sacramento reconhecido é a chamada iniciação, que não ocorre dentro das escolas, mas, segundo afirmam os cristãos esoteristas, é um processo de ordem espiritual, no qual o indivíduo a ser "iniciado", por meio de exercícios de ordem espiritual, consegue tirar a glândula pineal do estado latente e colocar-se em contato direto com os mundos supra-físicos, podendo vê-lo e senti-lo.

A maioria das escolas sustenta que existem nove iniciações menores e quatro iniciações maiores, sendo que nas iniciações maiores o homem adquire o poder da magia, tendo, entre outras faculdades, a de falar todos os idiomas como se fosse nativo e constituir um corpo físico sem passar pelo processo de gestação. Nem todas as iniciações aconteceriam numa mesma encarnação, sendo que poderia haver crianças "excepcionais", de inteligência muito acima da média, que já teria sido iniciada em vidas anteriores.

Conversão

Não há proselitismo religioso dentro do Cristianismo Esotérico. Os membros das escolas cristãs esotéricas entendem que todas as religiões são provenientes de Deus, que as teria apresentado conforme as necessidades espirituais e o nível de evolução de cada povo, embora sustentem que o Cristianismo é a religião preparada para os mais avançados da humanidade, na escala de evolução espiritual. Também não existem impedimentos àqueles que desejarem se converter, desde que a conversão seja por livre e espontânea vontade. Não há juramentos especiais e os convertidos podem livremente manter contato com suas religiões de origem.

Notas históricas

Do ponto de vista do oculto, a tradição Cristã esotérica remonta-se, a si própria, primariamente a uma excelsa e devota Ordem que existiu na Palestina, designada por Essénios. Eles são descritos como um terceiro grupo que existiu para além dos outros dois mencionados no Novo Testamento, os hipócritas Fariseus e os materialistas Saduceus. Os Essénios não são mencionados no Novo Testamento e evitavam qualquer referência a si próprios e aos seus métodos de estudo e de adoração. Jesus, de acordo com a tradição Cristã esotérica, foi um elevado Iniciado educado pelos Essénios, até aos trinta anos de idade, e alcançou um estado muito elevado de desenvolvimento espiritual. É possível que a sua educação haja sido conduzida entre os Essénios Nazarenos de Monte Carmelo, uma comunidade na zona da Galileia.

Os ensinamentos ocultos Cristãos referem que a maior fonte viva da tradição Cristã esotérica, no decorrer do desenvolvimento da civilização ocidental, teve início no século XIV com a constituição de uma irmandade secreta de homens santos designada por Ordem Rosacruz, que se expôs a si mesma pela primeira vez na profunda obra esotérica A Divina Comédia. Esta Ordem abriu a Iniciação nos Mistérios, naquele tempo e nos séculos que se seguiram, aos indivíduos com maior preparação e mérito, qualidades alcançadas por esforço dos próprios. Por volta dessa época começa também a idade da Alquimia, expressando o conhecimentos oculto através de escritos herméticos, do tipo criptográfico, para evitar a perseguição e o mau uso dos ensinamentos sagrados por parte do homem. Nos seus Manifestos do início o século XVII, a Ordem Rosacruz menciona "nós reconhecemo-nos verdadeiramente e sinceramente professar Cristo (...) viciamo-nos na verdadeira Filosofia, levamos uma vida Cristã" (in Confessio Fraternitatis [1], 1615) e estabelece o tempo e o modo como viria a apresentar publicamente ao mundo o seu conhecimento, num esforço para trazer uma "Reforma da Humanidade" através de uma mais avançada fase da religião Cristã. O Cristianismo Rosacruz, começado no início do século XX em 'Monte Ecclesia' [2] relaciona-se a si próprio com este renascimento público da Ordem.

A teosofia Cristã clássica, que precede a Sociedade Teosófica e o Martinismo, inclui alquimistas conhecidos, através dos seus escritos, como estando ligados ao movimento Rosacruz. Entre os Cristãos teosofistas encontramos homens letrados como Valentin Weigel, Heinrich Kunrath, Johann Arndt, Johann Georg Gitchel, Jakob Boehme, Gottfried Arnold, Jan Baptist van Helmont, Robert Fludd, John Pordage, Jane Leade, e Pierre Poiret.

Mais tarde, é especialmente reconhecido Emanuel Swedenborg porque uma igreja seguiu os seus ensinamentos desde 1787. A New Church e a Swedenborgian Church of North America. Martines de Pasqually, Louis-Claude de Saint-Martin e Jean-Baptiste Willermoz são três das mais influentes figuras do Martinismo, que data do início do século XVII e continua a existir até aos dias de hoje.

Outras perspectivas modernas sobre o Cristianismo Esotérico incluem a Ordem Hermética da Aurora Dourada e suas principais ramificações, os Builders of the Adytum, a Society of the Inner Light e os Servants of the Light. Paul Foster Case, W. E. Butler, Dion Fortune e Gareth Knight em particular, são autoridades desses ramos que contribuíram para a literatura dedicada a um Cristianismo Esotérico. Alguns dos modernos neo-Templários e neo-Essénios são também dignos de nota.

Fundamentos Bíblicos

O Caminho: « Ego sum Via, Veritas et Vita »

* Jesus respondeu-lhe: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim. (João 14:6)

O Conhecimento Esotérico

* Respondendo, disse-lhes: «A vós é dado a conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não lhes é dado. (Mateus 13:11)

* Disse-lhes: «A vós foi dado a conhecer os mistérios do Reino de Deus; mas aos outros fala-se-lhes em parábolas, a fim de que, vendo, não vejam e, ouvindo, não entendam.» (Lucas 8:10)

A Vivência Mística (o coração)

* Jesus disse, então, aos discípulos: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. (Mateus 16:24)

* Depois, dirigindo-se a todos, disse: «Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-me. (Lucas 9:23)

O Estudo Oculto (a mente)

* e disse: «Em Verdade vos digo: Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu. (Mateus 18:3)

* Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.» (Marcos 10:15)

[editar] Escritos do século XX

* O mundo ocidental é, sem dúvida, a vanguarda da raça humana e, por motivos que indicaremos nas páginas seguintes, os Rosacruzes sustentam que nem o Judaísmo nem o "Cristianismo Popular", mas sim o verdadeiro Cristianismo Esotérico será a religião mundial. (Max Heindel in Conceito Rosacruz do Cosmos, [3], 1909; Fraternidade Rosacruz)

* Este é o caminho da Sabedoria Divina, da verdadeira teosofia. Ela não é, como alguns pensam, uma versão diluída do Hinduísmo, ou do Budismo, ou do Taoísmo, ou de qualquer religião particular. Ela é tão verdadeiramente Cristianismo Esotérico como é Budismo Esotérico, e pertence igualmente a todas as religiões, e a nenhuma com exclusividade. (Annie Besant in Cristianismo Esotérico ou Os Mistérios Menores [4], 1914; Sociedade Teosófica)

* No Cristianismo, também, especialmente no que concerne ao seu ponto central, o Mistério do Gólgota, nós temos de fazer uma distinção entre concepções exotéricas e conhecimento esotérico. Uma contemplação exotérica do Cristianismo, acessível a todo o mundo, está contida nos Evangelhos. Lado a lado com esta contemplação exotérica, sempre houve um Cristianismo esotérico para aqueles que tinham vontade - como eu disse antes - de preparar os seus corações e mentes de uma forma adequada para a recepção de um Cristianismo esotérico. (Rudolf Steiner, Cristianismo Exotérico e Esotérico [5], 1922, Sociedade Antroposófica)

* Se este doutrina interior foi sempre resguardada das massas, das quais por um código simples foi dividida, não é altamente provável que os expoentes de cada aspecto da civilização moderna--filosóficos, éticos, religiosos, e científicos-sejam ignorantes do verdadeiro significado de todas as teorias e postulados em que as suas crenças são fundadas? Encobrem as artes e ciências que a raça herdou de nações mais antigas por debaixo do seu justo exterior um mistério tão grande que só o mais iluminado intelecto pode alcançar a sua importância? Tal é sem dúvida o caso. (Manly Palmer Hall, Os Ensinamentos Secretos de Todas as Eras [6], 1928, Philosophical Research Society)

Ensaios na actualidade

* Carol E. Parrish-Harra: The Cornerstone of Esoteric Christianity
* Charles Weber: Rosicrucianism and Religion, Christianity
* Jan Skogstrom: Esoteric Christianity - What does it mean? and Some Comparisons Between Exoteric & Esoteric Christianity
* Marie-José Clerc: Christ is the Divine Messenger
* Michael Hoffman: Esoteric/Mystic/Experiential Christianity
* Norman D. Livergood: Esoteric Christianity
* Richard S. Kirby: The Focus of Esoteric Futures


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