Medieval: Nota sobre Os Templários



"A militia templi foi fundada oficialmente em 1.118 com a finalidade de guardar a Mesquita de Omar nas ruínas do santuário de Salomão em Jerusalém. Tais cavaleiros passaram a ser chamados de templários e a rocha onde Abraão sacrificaria seu filho e onde Maomé foi elevado se tornou lugar secreto de sua reunião. Em 1.622 um memorando Espanhol declara que Dom Hugo de Baga fora fundador da Ordem do templo sobrenome tirado de sua cidade natal mais o nome Pinós, bisneto do conde Besala, Oliva Cabreta Dom Hugo Pinós Baga teve seu nome Galiciado décadas depois para Hugh de Payns ou Paganys e com fins propagandísticos franceses outros templários tiveram seu nomes alterados, Armando de Torro fora batizado como Armand de Torreges. Pere de Montagu se tornou Pierre de Montaigut e etc... e a família Pinós Baga portava em seu estandarte o lingam Crucis logo adotado pelos templários; consta entre os primeiros símbolos templários uma tocha acesa e uma cruz rubra sobre fundo branco.

Com dinheiro dos candidatos a cavalaria os templários construíram hospitais para seus soldados, albergues centros iniciáticos. A instituição cresce a ponto de o concilio de Troyes definir estatutos para ela em 1.122.

No mesmo ano os cavaleiros recebem vultosas doações e em 1.131 o rei Alfonso I o batalhador deixa em seu testamento antes de morrer seu melhor cavalo, suas armas e um terço de suas terras aos templários o que leva a pensar que a fundação da Ordem tenha se dado bem antes da data oficial. A igreja passa a temer a militia templi por sua organização independente e por possuir ideário e mística própria.

Obscuros rumores, fragmentados incompletos, mencionam que o candidato deveria descrer de toda a estrutura feudal e da monarquia por direito divino tendo por dever militar guerreiro proteger lugares santos e sagrados, sinagogas, mesquitas e igrejas. Sendo que o cristianismo oficial era visto como obstáculo a liberdade. Em 1.297 Jacques de Molay é eleito grão mestre da ordem.

O papado teme a postura herodoxa dos templários contra a igreja há indícios de que a ordem absorvera em seus rituais crenças das ordens do oriente médio sobretudo da ordem ismaelita dos assassinos de Hasan Abin Al Sabbat o velho da montanha, os soberanos veêm a ordem com hostilidade pois ela não se alinha com o novo absolutismo. O rei francês Felipe o Belo acreditava erroneamente que a ordem lhe devia obediência por ter sede em seu reino. O poder político e economico templário ameaçava a ditadura teocrática que mantinha o Stablishment de seu poder perante o povo.

O rei Felipe o Belo passa a vigiar e espionar seus movimentos, alguns neófitos são presos confessando heresias o povo hostiliza os guerreiros ao saberem de rumores sob a negação do crucifixo etc. Felipe o Belo chamado de A maldição da França ( 1.258 – 1.314 ) diante da hesitação papal, prende o grão mestre e alguns chefes os torturando; sendo que anos antes fora salvo de uma levante popular pela própria militia; com os templários Felipe contraíra pesada dívida de 500.000 mil libras esterlinas para o dote de sua filha, solicitando filiação a ordem não como neófito mas como seu líder máximo o que lhe foi negado.

E o papa Clemente V ( 1.263 – 1314 ) havia prometido ao rei Francês a destruição da ordem como preço por sua eleição, pois ambos temiam que a organização se torna-se um meta-estado a governar ilegitimamente a Europa. Os fatores que os levaram a queda foram os seguintes: Apesar de notaveis vitórias militares durante a terceira cruzada não conseguiram derrotar os mamelucos perdendo poder de influência e se tornando anacronicos. Na Europa absolutista. Alta rotatividade administrativa.

O radicalismo político gerou impopularidade com as tentativas de instaurar uma república no continente. Em 11 de março de 1.314. Jacques de Molay e Geoffrey de Charnay foram levados ao patíbulo, ao ser manietado teve força para dizer: Morro injustamente, brevemente a desgraça chegará aos que condenaram... Deus nossa morte vingará, e espio disto convicto Felipe o Belo eu o conclamo a comparecer ante o tribunal divino no prazo de um ano! Clemente Papa, eu o convoco a morrer em 40 dias Nekan Adonai!...

Tais foram as últimas palavras de 22 grão mestre do templo a expressão Nekan Adonai era poderosa maldição emitida em circunstâncias de perigo coletivo. No dia seguinte a execução na fogueira, sob a acusação de heresia oito soldados do templo nadaram Sena abaixo para apanhar os ossos de seu mestre os transportando de volta nos dentes, jurando exterminar toda a família Capet ( a de Felipe IV ) instaurar uma república burguesa e fundar a religião do se supremo. Nove meses depois o monarca caia de seu cavalo morrendo 37 dias depois da execução dos líderes. O pontifice morreu de infecção nos rins dentro do prazo pré-figurado.

Em março de 1.793 no mesmo ano da execução do grão mestre e no dia do equinócio de primavera 479 anos depois do episódio, o rei Luis XVI foi levado ao patíbulo; manietado teve forças para dizer: povo francês perdo-o os autores de minha morte. Que meu sangue não sirva para actos de vingança, palavras que foram abafadas pelo rufar dos tambores não deixando estragar a festa dos revolucionários. Antes porém o rei estivera preso na torre do templo sede financeira da ordem onde de Molay fora torturado.

O governante era o vigésimo segundo sucessor de Felipe e depois da decapitação de Luiz XVI na atual praça da Concórdia foi ordem de Saint Juste e Rebespierre. Consta que um popular de nome Jacques molhou seus dedos no sangue do soberano aspergindo a multidão com ele gritando: Eu Jacques vos batizo ó povo em nome da liberdade e de Molay, em coro orquestrado respondeu cantando: De Molay estas vingado!... Outra versão afirma o autor deste acto como sendo o próprio carrasco.

Instaura-se a república; A família Capet é dizimada na figura do príncipe herdeiro Luiz XVII torturado e morto na torre do templo aos 10 anos de idade por seus carcereiros e por moleques de rua trazidos para a ocasião e Robespierre cria o culto ao ser supremo... Os arquivos secretos da ordem do templo foram distribuidos em Londres, Toulose, Cairo, Sul da India para desviar a atenção de inimigos que fariam qualquer coisa a seu alcance para por a mão em documentos de alto valor, destruindo-os ou deturpando-os.

Os chefes da ordem inventaram então a existência do reino de Preste João na Africa que pretensamente guardam os tesouros da organização."


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