
No que diz respeito à tradição popular , a origem e o nascimento de Jesus são bem conhecidos. Mas os Evangelhos, nos quais essa tradição é baseada, são consideravelmente mais vagas sobre esse assunto. Somente Marcos e Lucas dizem alguma coisa sobre a origem do nascimento de Jesus e se contestam flagrantemente.
De acordo com Mateus , por exemplo Jesus era um aristocrata, se não um rei legítimo e de direito - descendente de Davi, via Salomão; de acordo com Lucas, a família de Jesus, embora descendente da casa de Davi, era de uma classe menos elevada.
De acordo com Lucas , Jesus , recém nascido , foi visitado por pastores; de acordo com Mateus, foi visitado por reis. Segundo Lucas a família de Jesus vivia em Nazaré e depois viajaram à Belém (a história refere que esse censo não ocorreu). Mateus dizia que a família de Jesus era rica , abastada e residira em Belém todo o tempo; Jesus havia nascido em casa.
Nessa versão, a perseguição de Herodes aos inocentes impele a família a partir pelo Egito, e só depois de seu retorno eles vivem em Nazaré.
Os Evangelhos não podem ser incontestáveis ; ou um dos Evangelhos está errado ou ambos estão.
Quanto mais se estudam os Evangelhos mais claras se tornam as contradições entre eles. Não concordam entre si nem mesmo quanto a data da crucificação. De acordo com João, ela ocorreu no dia anterior ao da celebração da libertação dos escravos judeus do Egito. Já Marcos, Lucas e Mateus ela ocorreu um dia depois.
Tampouco os Evangelhos estão de acordo em relação à personalidade e ao caráter de Jesus: "um salvador humilde como um cordeiro" (Lucas), Um poderoso e majestoso soberano, que veio "trazer a espada e não a paz"(Mateus). Existem outras discordâncias sobre as últimas palavras de Jesus na cruz.
Em Mateus e em Marcos essas palavras foram: "meu Deus , meu Deus, porque me abandonastes?". Em Lucas, foram: "Pai, perdoai-os pois eles não sabem o que fazem." Em João, simplesmente: "Está consumado."
Nestas circunstâncias , os Evangelhos são questionáveis e não definitivos. Não representam a palavra perfeita de nenhum Deus, ou, se o fazem , as palavras de Deus têm sido censuradas , editadas , revisadas, glosadas e reescritas de forma muito liberal , por mãos humanas.
A Bíblia, deve ser lembrado, e isso se aplica ao velho e novo testamento - é uma seleção de trabalhos e , em muitos aspectos , uma seleção arbitrária. Na realidade, ela poderia conter muito mais livros que tenham sido perdidos. Pelo contrário. Foram deliberadamente excluídos. Em 367 d.C. , o bispo Athanasius de Alexandria compilou uma série de trabalhos para serem incluídos no NT.
Esta lista foi ratificada pelo Conselho da Igreja de Hippo, em 393, e novamente pelo Concílio de Cartago , 4 anos depois, nesses conselhos uma seleção foi aceita. Alguns trabalhos foram reunidos para formar o NT como nós o conhecemos hoje , outros foram rudemente ignorados. Como tal processo de seleção pode ser considerado definitivo? Como poderia um conclave de clérigos decidir infalivelmente que alguns livros pertenceriam à Bíblia e outros não? Especialmente quando alguns dos livros excluídos possuem uma aspiração, perfeitamente válida à veracidade histórica.
Em 1958, o professor Norton Smith, da Universidade de Colúmbia, descobriu em um Monastério próximo a Jerusalém, uma carta que continha um fragmento inédito do Evangelho de Marcos.
O Fragmento não tinha sido perdido, mas aparentemente suprimido, sob a instigação se não pedido expresso , do bispo Clemente de Alexandria, um dos mais venerados antigos padres da igreja. Ele reconhece livremente que existe um autêntico evangelho secreto de Marcos. E instruiu Theodore a negá-lo alegando " que nem todas as verdadeiras (coisas) devem ser ditas a todos os homens" e inclui a transcrição do texto, palavra por palavra, em sua carta:
(Smith, Secret Gospel, p. 14 a 16)
"E eles chegaram a Betânia, e uma mulher cujo irmão havia morrido, estava lá. E , vindo , ela se prostrou ante Jesus e lhe disse: Filho de Davi, tenha piedade de mim. Mas os discípulos a empurraram. E Jesus, ficando com raiva, foi com ela até o jardim onde estava a tumba. E imediatamente, um grande grito foi ouvido na tumba. E imediatamente, indo na direção de onde estava o jovem, ele estendeu sua mão e o levantou, segurando-o pela mão. Mas o jovem, olhando para ele, o amou e começou a implorar que pudesse segui-lo.
E saindo da tumba eles foram para a casa do jovem, pois ele era rico. E depois de 6 dias, Jesus lhe disse o que fazer e à noite o jovem foi Ter com ele, usando uma roupa de linho sobre seu corpo nu. E ele permaneceu com ele aquela noite, pois Jesus ensinou-lhe o mistério do reino de Deus. E então, se levantando, ele retornou ao outro lado do Jordão".
Embora esta episódio não esteja em Marcos, ele é bastante familiar, na cura de Lázaro no quarto Evangelho (João). Contudo, existem algumas variações significativas.
Em primeiro lugar, existe um "grande grito" na tumba antes que Jesus afaste a rocha ou instrua seu ocupante a levantar-se. Isto sugere que o ocupante não estava morto, negando assim qualquer elemento miraculoso. Em segundo lugar, no episódio de Lázaro, parece haver algo mais do que as narrativas aceitas nos levam a acreditar.
Como argumenta o professor Smith, é na realidade muito mais provável que todo o episódio se refira a uma iniciação , uma morte e renascimento , rituais e simbólicos , de um tipo muito comum no Oriente Médio na época. Na realidade, as únicas referencias a Lázaro estão nos Evangelhos de João.
Se o Evangelho de Marcos foi tão dramaticamente expurgado, ele foi também carregado com adições espúrias. Em sua versão original ele termina com a crucificação , o enterro e a tumba vazia. Não existe a cena da ressurreição , ou a reunião com os discípulos. Algumas Bíblias mais modernas contém um final mais convencional para o Evangelho de Marcos incluindo a ressurreição.
Mas praticamente todos os estudiosos da Bíblia concordam em que este final expandido é uma adição posterior , datada do final do século II e anexada ao documento original. (Segundo o Codex Vaticanus e o Codex Sinaiticus, o Evangelho de Marcos termina em 16,8).
Se o Evangelho de Marcos foi tão prontamente manuseado, é razoável assumir que os outros Evangelhos foram tratados de forma similar.
De acordo com a tradição teria, a mãe de Jesus veio a morar no exílio, em Éfeso, onde o quarto Evangelho teria surgido depois.
Não há qualquer indicação de que o "discípulo amado" tenha cuidado da mãe de Jesus durante todo o resto da vida. Segundo o professor Schonfield , o quarto Evangelho provavelmente não foi composto em Éfeso, mas somente retrabalhado, revisado e editado lá por um grego idoso, que trabalhou segundo as próprias idéias. (Schonfield, Passover Plot, p. 119,134)
Se o discípulo amado não foi para Éfeso, o que aconteceu com ele? Se ele e Lázaro são a mesma pessoa, esta pergunta pode ser respondida, pois a tradição é bastante explícita sobre o que aconteceu com Lázaro. Segundo a tradição e segundo alguns escritores antigos da Igreja, Lázaro e Madalena, Martha, José de Arimatéia e alguns outros, foram transportados por um navio até Marselha (Sul da França).
(ref. De William de Malmesbury, The Antiquities of Glastonbury)
Lá, José teria se consagrado por São Felipe e enviado à Inglaterra, onde estabeleceria a Igreja de Glastonbury. Lázaro e Madalena teriam permanecido na Gália.
A tradição afirma que Madalena morreu em Axien - Provence ou em Saint-Baume, e Lázaro em Marselha, após haver fundado o primeiro Bispado.
Se Lázaro e o Discípulo amado forem a mesma pessoa, haverá uma explicação para o desaparecimento conjunto de ambos.
Lázaro, parece Ter sido levado à Marselha juntamente com sua irmã - que, como afirma a tradição posterior, carregou com ela o cálice sagrado, o sangue real.
De acordo com Mateus , por exemplo Jesus era um aristocrata, se não um rei legítimo e de direito - descendente de Davi, via Salomão; de acordo com Lucas, a família de Jesus, embora descendente da casa de Davi, era de uma classe menos elevada.
De acordo com Lucas , Jesus , recém nascido , foi visitado por pastores; de acordo com Mateus, foi visitado por reis. Segundo Lucas a família de Jesus vivia em Nazaré e depois viajaram à Belém (a história refere que esse censo não ocorreu). Mateus dizia que a família de Jesus era rica , abastada e residira em Belém todo o tempo; Jesus havia nascido em casa.
Nessa versão, a perseguição de Herodes aos inocentes impele a família a partir pelo Egito, e só depois de seu retorno eles vivem em Nazaré.
Os Evangelhos não podem ser incontestáveis ; ou um dos Evangelhos está errado ou ambos estão.
Quanto mais se estudam os Evangelhos mais claras se tornam as contradições entre eles. Não concordam entre si nem mesmo quanto a data da crucificação. De acordo com João, ela ocorreu no dia anterior ao da celebração da libertação dos escravos judeus do Egito. Já Marcos, Lucas e Mateus ela ocorreu um dia depois.
Tampouco os Evangelhos estão de acordo em relação à personalidade e ao caráter de Jesus: "um salvador humilde como um cordeiro" (Lucas), Um poderoso e majestoso soberano, que veio "trazer a espada e não a paz"(Mateus). Existem outras discordâncias sobre as últimas palavras de Jesus na cruz.
Em Mateus e em Marcos essas palavras foram: "meu Deus , meu Deus, porque me abandonastes?". Em Lucas, foram: "Pai, perdoai-os pois eles não sabem o que fazem." Em João, simplesmente: "Está consumado."
Nestas circunstâncias , os Evangelhos são questionáveis e não definitivos. Não representam a palavra perfeita de nenhum Deus, ou, se o fazem , as palavras de Deus têm sido censuradas , editadas , revisadas, glosadas e reescritas de forma muito liberal , por mãos humanas.
A Bíblia, deve ser lembrado, e isso se aplica ao velho e novo testamento - é uma seleção de trabalhos e , em muitos aspectos , uma seleção arbitrária. Na realidade, ela poderia conter muito mais livros que tenham sido perdidos. Pelo contrário. Foram deliberadamente excluídos. Em 367 d.C. , o bispo Athanasius de Alexandria compilou uma série de trabalhos para serem incluídos no NT.
Esta lista foi ratificada pelo Conselho da Igreja de Hippo, em 393, e novamente pelo Concílio de Cartago , 4 anos depois, nesses conselhos uma seleção foi aceita. Alguns trabalhos foram reunidos para formar o NT como nós o conhecemos hoje , outros foram rudemente ignorados. Como tal processo de seleção pode ser considerado definitivo? Como poderia um conclave de clérigos decidir infalivelmente que alguns livros pertenceriam à Bíblia e outros não? Especialmente quando alguns dos livros excluídos possuem uma aspiração, perfeitamente válida à veracidade histórica.
Em 1958, o professor Norton Smith, da Universidade de Colúmbia, descobriu em um Monastério próximo a Jerusalém, uma carta que continha um fragmento inédito do Evangelho de Marcos.
O Fragmento não tinha sido perdido, mas aparentemente suprimido, sob a instigação se não pedido expresso , do bispo Clemente de Alexandria, um dos mais venerados antigos padres da igreja. Ele reconhece livremente que existe um autêntico evangelho secreto de Marcos. E instruiu Theodore a negá-lo alegando " que nem todas as verdadeiras (coisas) devem ser ditas a todos os homens" e inclui a transcrição do texto, palavra por palavra, em sua carta:
(Smith, Secret Gospel, p. 14 a 16)
"E eles chegaram a Betânia, e uma mulher cujo irmão havia morrido, estava lá. E , vindo , ela se prostrou ante Jesus e lhe disse: Filho de Davi, tenha piedade de mim. Mas os discípulos a empurraram. E Jesus, ficando com raiva, foi com ela até o jardim onde estava a tumba. E imediatamente, um grande grito foi ouvido na tumba. E imediatamente, indo na direção de onde estava o jovem, ele estendeu sua mão e o levantou, segurando-o pela mão. Mas o jovem, olhando para ele, o amou e começou a implorar que pudesse segui-lo.
E saindo da tumba eles foram para a casa do jovem, pois ele era rico. E depois de 6 dias, Jesus lhe disse o que fazer e à noite o jovem foi Ter com ele, usando uma roupa de linho sobre seu corpo nu. E ele permaneceu com ele aquela noite, pois Jesus ensinou-lhe o mistério do reino de Deus. E então, se levantando, ele retornou ao outro lado do Jordão".
Embora esta episódio não esteja em Marcos, ele é bastante familiar, na cura de Lázaro no quarto Evangelho (João). Contudo, existem algumas variações significativas.
Em primeiro lugar, existe um "grande grito" na tumba antes que Jesus afaste a rocha ou instrua seu ocupante a levantar-se. Isto sugere que o ocupante não estava morto, negando assim qualquer elemento miraculoso. Em segundo lugar, no episódio de Lázaro, parece haver algo mais do que as narrativas aceitas nos levam a acreditar.
Como argumenta o professor Smith, é na realidade muito mais provável que todo o episódio se refira a uma iniciação , uma morte e renascimento , rituais e simbólicos , de um tipo muito comum no Oriente Médio na época. Na realidade, as únicas referencias a Lázaro estão nos Evangelhos de João.
Se o Evangelho de Marcos foi tão dramaticamente expurgado, ele foi também carregado com adições espúrias. Em sua versão original ele termina com a crucificação , o enterro e a tumba vazia. Não existe a cena da ressurreição , ou a reunião com os discípulos. Algumas Bíblias mais modernas contém um final mais convencional para o Evangelho de Marcos incluindo a ressurreição.
Mas praticamente todos os estudiosos da Bíblia concordam em que este final expandido é uma adição posterior , datada do final do século II e anexada ao documento original. (Segundo o Codex Vaticanus e o Codex Sinaiticus, o Evangelho de Marcos termina em 16,8).
Se o Evangelho de Marcos foi tão prontamente manuseado, é razoável assumir que os outros Evangelhos foram tratados de forma similar.
De acordo com a tradição teria, a mãe de Jesus veio a morar no exílio, em Éfeso, onde o quarto Evangelho teria surgido depois.
Não há qualquer indicação de que o "discípulo amado" tenha cuidado da mãe de Jesus durante todo o resto da vida. Segundo o professor Schonfield , o quarto Evangelho provavelmente não foi composto em Éfeso, mas somente retrabalhado, revisado e editado lá por um grego idoso, que trabalhou segundo as próprias idéias. (Schonfield, Passover Plot, p. 119,134)
Se o discípulo amado não foi para Éfeso, o que aconteceu com ele? Se ele e Lázaro são a mesma pessoa, esta pergunta pode ser respondida, pois a tradição é bastante explícita sobre o que aconteceu com Lázaro. Segundo a tradição e segundo alguns escritores antigos da Igreja, Lázaro e Madalena, Martha, José de Arimatéia e alguns outros, foram transportados por um navio até Marselha (Sul da França).
(ref. De William de Malmesbury, The Antiquities of Glastonbury)
Lá, José teria se consagrado por São Felipe e enviado à Inglaterra, onde estabeleceria a Igreja de Glastonbury. Lázaro e Madalena teriam permanecido na Gália.
A tradição afirma que Madalena morreu em Axien - Provence ou em Saint-Baume, e Lázaro em Marselha, após haver fundado o primeiro Bispado.
Se Lázaro e o Discípulo amado forem a mesma pessoa, haverá uma explicação para o desaparecimento conjunto de ambos.
Lázaro, parece Ter sido levado à Marselha juntamente com sua irmã - que, como afirma a tradição posterior, carregou com ela o cálice sagrado, o sangue real.
Fonte: cristalvoxy


Sem comentários:
Enviar um comentário