Medieval: Os Cátaros



O mesmo século XII que assistiu ao zelo religioso expressado nas cruzadas, foi também, paradoxalmente, uma época de crescente desilusão com a Igreja católica e com as maneiras terrenas do clero. Desde suas origens humildes como uma entre as muitas seitas do Império romano, a Igreja tornara-se uma instituição de riqueza e privilégio. Com freqüência, padres e bispos viviam no luxo, ao mesmo tempo que se entregavam a práticas espúrias tais como perdoar pecados em troca de dinheiro. Em grande parte, foi como reação contra o fausto e o esplendor indecoroso da Igreja que o catarismo se enraizou, primeiramente no norte da Itália, e depois por todo o sul da França.

Com medo da repressão da Igreja, os primeiros cátaros mantiveram sua fé em segredo. Em pouco tempo, porém, a seita atraiu tantos seguidores, que pôde passar a agir abertamente sob a proteção de senhores feudais poderosos, capazes de desafiar o papa. No sul da França, o catarismo e outro movimento vagamente semelhante, conhecido como waldensianismo, tornaram-se, na prática, as religiões oficiais.

As teologias cátara e católica estavam em nítido conflito. Do ponto de vista católico, a salvação vinha através do sofrimento físico de Jesus, um ser espiritual que havia ingressado na carne de modo a redimir a humanidade morrendo na cruz. Segundo os cátaros, a redenção da humanidade não vinha da morte de Cristo, e sim do exemplo de vida que levou à terra. Os cátaros negavam também que o mundo físico imperfeito pudesse ter sido criado por um Deus perfeito; tal como os gnósticos e maniqueístas antes deles, os cátaros rejeitavam a visão bíblica da criação e, com efeito, todo o Antigo Testamento. Um cátaro alcançava a salvação mediante o conhecimento da verdadeira origem e destino da humanidade e através da renúncia ao mundo satânico da carne, de uma vida de abstinência e pobreza.

Ao contrário dos católicos, os cátaros acreditam na reencarnação; se uma pessoa fracassasse em uma vida, alegavam, teria a oportunidade de ter sucesso em outra. Rejeitavam o batismo, a cruz como símbolo, a confissão individual e todos os ornamentos religiosos.Os serviços eclesiásticos eram simples e podiam ser realizados em qualquer parte. Consistiam de uma leitura do evangelho, um sermão breve, uma bênção e a Oração do Senhor. A abordagem “de volta ao básico” da liturgia feita pelos cátaros antecipou a simplicidade de algumas das seitas protestantes de épocas posteriores.

O catarismo tinha duas classes, ou graus. Os leigos eram conhecidos como crentes. Não se exigia que seguissem as rígidas regras de abstinência reservadas para os perfecti, ou bonhommes (homens bons) eleitos, que formavam a hierarquia da igreja cátara. Qualquer pessoa que desejasse juntar-se aos perfecti, homem ou mulher, teria que enfrentar um período de prova nunca inferior a dois anos. Durante esse tempo, a pessoa renunciava a todos os bens terrenos, vivia comunalmente com outros perfecti e se abstinha de vinho e carne. Para evitar as tentações da carne, os iniciandos não podiam ter qualquer contato com o sexo oposto e faziam um voto de jamais dormir nus. No final do período de prova, o noviço recebia o consolamentum, um rito que combinava características de batismo, confirmação e ordenação, conduzido em público diante de uma grande congregação. Nesse rito, o iniciando respondia a uma série de perguntas feitas por um veterano da igreja, e depois prometia viver uma vida de pobreza, abstinência e obediência a Deus e aos evangelhos.

A Igreja Católica fez o que pôde para combater a expansão da heresia cátara. Em primeiro lugar, tentou atrair os cátaros de volta ao rebanho despachando missões de catequese formadas por monges cistercianos, lideradas pelo chefe da ordem, o futuro São Bernardo de Clairvaux. Os monges fizeram poucas conversões, e a recalcitrância dos hereges desanimou Bernardo, cujos esforços para alcançá-los foram respondidos por vaias e apupos pelas ruas de Toulouse.

As regiões cátaras do sul da França estavam sob o controle político do conde Raymond VI de Toulouse, também seguidor da fé cátara. O diálogo entre as autoridades cátaras e as católicas interrompeu-se quando um escudeiro do conde assassinou um enviado especial do papa Inocêncio III a Toulouse. O assassinato deixou o papa tão enraivecido que ele, literalmente, não conseguiu falar durante dois dias. Então, ele declarou que os cátaros eram “piores que o próprio sarraceno” (termo cristão para os mulçumanos) e convocou uma cruzada para varrer a heresia de uma vez por todas. Seu apelo foi respondido com presteza por muitos cavaleiros franceses, levados a agir por diversas razões. Tratava-se da primeira cruzada dirigida contra o inimigo na Europa, de modo que não exigia nem o tempo, nem as despesas necessárias para uma cruzada na Terra Santa. Também, além da salvação prometida a todos os que se unissem à cruzada por quarenta dias pelo menos, os recrutas podiam contar com a posse dos despojos materiais do território conquistado.

A cruzada (Albigense) foi lançada em 1209, com vinte mil cavaleiros montados à frente de um enorme exército. Em sua primeira grande vitória, os cruzados tomaram a cidade de Beziers e massacraram quase todos os habitantes, entre eles muitos que se consideravam católicos leais. Quando perguntaram ao legado papal como distinguir entre hereges e católicos, dizem que ele respondeu: “Matem-nos a todos. Deus se encarregará dos seus”.

Contudo, a fé cátara era forte e as legiões papais enfrentaram um a longa luta. Quase quarenta anos se passaram antes que os cruzados esmagassem a última resistência armada e células secretas de fiéis cátaros sobreviveram por mais meio século. Uma medida do peso do catarismo sobre seus seguidores pode ser vista na disposição destes para o martírio. Milhares de perfecti.,diante da opção entre a morte e a conversão ao catolicismo, negaram-se a renunciar a sua fé. Morreram, às vezes de fome, acorrentados às paredes de calabouços, mas em geral queimados publicamente em grandes piras. Diante da perseguição e da tortura, alguns optaram pelo rito cátaro da Endura, uma forma santificada de suicídio pelo jejum.

Assim, por mais um quarto de século se estenderia esta guerra e em 1243 o arremedo de resistência da região havia cessado quase que completamente. Dentre os pontos que ainda resistiam, o mais importante foi Montségur. Sitiada durante dez meses e resistindo bravamente, capitulou em março de 1244.
Mesmo parecendo exterminado, o catarismo não morreu. Grupos isolados continuaram a exercê-lo influenciando vários outros grupos que depois chegaram ao Languedoc: valdenses, hussitas, adamitas, anabatistas e os camitas, que depois se refugiaram em Londres no início do século XVIII.
Os intelectuais modernos têm por hábito considerar os cátaros como sendo sábios, místicos ou "iniciados" detentores de segredos cósmicos. Isto fortalece o poder de uma lenda que diz respeito a um TESOURO CÁTARO. Entretanto, esta lenda parece ter foros de realidade.
Naquela época corria a notícia de que os cátaros possuíam um fabuloso tesouro místico, muito mais importante do que a riqueza material. No cerco de Montségur, isto é fato, se tem a notícia de que dois fugitivos, dois perfecti, desceram o monte na calada da noite, arriscando as suas vidas para salvarem um precioso tesouro. Foram bem sucedidos!
Presumia-se que este fabuloso tesouro estava escondido em Montségur e depois de salvo nunca mais se ouviu comentários a seu respeito. O fato é que pelo menos vinte, dos que vigiavam Montségur e que pertenciam à milícia invasora, tornaram-se perfecti, devido à impressão neles provocada por algo que presenciaram num festival organizado pelos cátaros, numa trégua que lhes foi concedida devido ao seu fornecimento de reféns , para que pudessem comemorar um certo dia 14 de março.

A história e a religião dos cátaros estão sendo cada vez mais conhecidas. É até possível falar de uma renovação, pois suas idéias estão refazendo seu caminho. Com relação a isso, não há dúvida de que uma releitura do Novo Testamento, à luz da exegese cátara, pode trazer uma nova e bela iluminação à compreensão do cristianismo. No alvorecer do terceiro milênio, os cristãos talvez se interessem em buscar nos cátaros algo da essência de sua religião de origem.

Fonte: www.terraespiritual.org

Esoterismo: Pergaminhos de Nag-Hammadi



Em 1945, um camponês encontrou, em Nag-Hammadi, uma pequena localidade no Alto Egipto, um grande pote de cerâmica contendo 13 livros de papiro encadernados em couro. No total foram descobertos 52 textos. Após longas investigações, os estudiosos chegaram à conclusão de que os papiros tinham cerca de 1500 anos e eram traduções em copta de manuscritos ainda mais antigos. As datas dos textos originais estão estimadas entre os anos 50 e 180 da nossa Era. Pensa-se que os manuscritos foram enterrados por volta do século IV, quando, na época da conversão do Imperador Constantino, os bispos católicos passaram ao poder e desencadearam uma campanha, por vezes muito violenta e inescrupulosa, contra as chamadas heresias. A descoberta destes textos iniciou uma era de pesquisa completamente nova, iluminando as raízes e os primórdios do Cristianismo, que diferem da versão que o poder vigente quis fazer vingar. A maior parte desta literatura é distintamente cristã; porém, alguns textos aproximam-se da tradição judaica e outros das tradições hindu e budista. No conjunto, tais escrituras apontam para a idéia de que os gnósticos foram dos primeiros e dos verdadeiros cristãos, encontrando-se entre aqueles que melhor compreenderam a mensagem mais profunda do Senhor. Tendo em conta a importância dos Essénios e grupos semelhantes na formação do Cristianismo Primitivo, importa referir que Helena Blavatsky, no Vol. III da sua obra “Ísis sem Véu”, sugere que os gnósticos seriam os essénios: quando estes últimos desapareceram, os gnósticos surgiram e afirmaram a sua doutrina. Assim, o Gnosticismo deverá ser entendido como um penetrar na face oculta do Cristianismo, compreendendo, não só mas também, os ensinamentos destinados àqueles espiritualmente amadurecidos e capazes de penetrarem nos Mistérios. Num dos seus mais maravilhosos livros, o “Cristianismo Esotérico”, Annie Besant declara que, tal como todas as tradições religiosas, o Cristianismo tem um lado secreto destinado apenas a alguns, pois “as religiões são dadas ao mundo por homens mais sábios que as massas que as recebem. São destinadas a acelerar a evolução humana, e a sua acção, para ser efectiva, deve atingir e influenciar individualmente os homens. Ora, nem todos os homens alcançaram o mesmo grau de evolução (…). É, portanto, inútil querer dar a todos o mesmo ensinamento religioso(…). A religião deve ser graduada como a própria evolução, senão jamais atingirá o seu fim”. As próprias palavras do Mestre são claras e explícitas: “E quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze apóstolos o interrogaram acerca do sentido desta parábola. Ele disse-lhes: “A vós é dado a conhecer os mistérios do reino de Deus mas, para os que estão de fora, todas estas coisas se dizem por parábolas”. “Assim, lhes anunciava a palavra por muitas parábolas semelhantes, conforme os que eram capazes de ouvir. Ele não lhes falava senão por parábolas, mas quando estava em particular, explicava tudo aos seus discípulos”. Alguns dos próprios padres da Igreja haviam eles mesmo reconhecido a existência de uma doutrina oculta. São Clemente de Alexandria escreveu que “o Senhor permitiu que participassem desses Mistérios divinos os que fossem capazes de recebê-los. Certamente Ele não revelou aos muitos o que aos muitos não pertencia, mas sim aos poucos a quem sabia que pertenciam, os que eram capazes de recebê-los e de serem moldados de acordo com eles.” Assim, enquanto os ortodoxos dependiam exclusivamente dos ensinamentos públicos e exotéricos que Cristo e os Apóstolos proporcionavam a muitos, a maior parte dos cristãos gnósticos possuíam o seu conhecimento secreto, conhecido somente por poucos. Note-se que os gnósticos aqui retratados não se referem a nenhum dos modernos movimentos autodenominados gnósticos mas, sim, a homens profundamente sábios como Valentim, Basílides, Marcion e Simão, o Mago, entre outros.

Misticismo: Sociedade Secreta - Illuminati -



Em 1776, mesmo ano em que Cagliostro – curandeiro, fundador de um rito egípcio de Maçonaria - se estabeleceu em Londres, um professor bávaro de direito chamado Adam Weishaupt fundara uma organização filosófica de ambições sem paralelo. Chamada de Ordem dos Illuminati, essa agremiação durou apenas cerca de dez anos antes de ser proibida e erradicada pelo governo. Contudo, sua influência e notoriedade subsistem até hoje, em parte devido à profunda associação que ela formou com os maçons. O propósito declarado da Ordem dos Illuminati era "estimular uma visão humana e sociável; inibir todos os impulsos viciosos; apoiar a Virtude, onde quer que seja ameaçada ou oprimida pelo Vício; promover o progresso das pessoas de mérito e espalhar os conhecimentos úteis entre as numerosas pessoas que estão hoje privadas de toda educação". Os princípios desse manifesto podem parecer tão inatacáveis quanto os das constituições maçônicas de 1723. O que Weishaupt deixou de dizer, porém, era tão importante quanto o que disse. Ele acreditava que os jesuítas que dominavam a Bavária eram opressores, responsáveis pelas deploráveis condições do país e do povo, e que o poder enraizado da Igreja devia ser desafiado e, com o tempo, substituído. O que Weishaupt buscava, escreveu George Johnson, era um mundo "em que as divisões de classe, religião e nação fossem superadas e todos os povos se unissem em uma fraternidade universal. Tal como o filósofo francês Rousseau, Weis­haupt tinha visões de uma época em que a humanidade reconquistaria um sentido natural de igualdade e felicidade, sem corromper-se com a religião organizada e com as distinções de classe". Seu objetivo supremo, embora ele tenha tido o cuidado de não o declarar, era uma revolução sem sangue que estabelecesse o milênio na terra.

Por mais ingênuas que fossem as metas de Weishaupt, ele tinha táticas astutas. Seus discípulos recebiam um rigoroso programa de estudos, progredindo através de idéias cada vez mais complexas, até conquistarem o título de areopagitas (membros da antiga corte suprema de Atenas). Cuidando para que suas idéias não provocassem os poderosos, Weishaupt erigiu um muro quase impenetrável de segredos em torno de sua ordem: somente os areopagitas podiam saber que ele era o líder. Os comunicados escritos entre os membros tinham que ser em código. Os líderes illuminati e os locais de reunião das lojas recebiam nomes secretos tomados dos tempos antigos. Os membros eram estimulados a espionarem-se e a fazer relatórios para seus superiores.

A maçonaria, para Weishaupt, oferecia um campo de recrutamento já pronto. Sabia o bastante sobre os maçons para ter a certeza de que tais livre-pensadores seriam receptivos a sua mensagem e acrescentou ao mapa organizacional dos illuminati várias fileiras que permitiriam que os maçons se juntassem a eles. Da Bavária, os illuminati difundiram-se com rapidez para a Áustria, Suíça, Boêmia, Itália e Hungria, atraindo milhares de membros, muitos deles maçons. Então, em 1794, a grande aventura de Weishaupt começou a azedar.

Um novo soberano muito mais conservador, o duque Carlos Teodoro, tomou o poder na Bavária e imediatamente emitiu um edito que proibia todas as sociedades sem autorização. Um segundo edito, no ano seguinte, citou explicitamente os maçons e os illuminati e isso foi o bastante para Weishaupt, que fugiu da capital, Munique, e procurou refúgio em Regensburg. O colapso final ocorreu quando os homens do duque atacaram a casa de um ex-membro dos illumi­nati e acharam diversos documentos incriminatórios, inclusive cartas escritas com o código misterioso. Entre os escritos confiscados havia alguns que, para a época, inclinavam a balança do livre-pensamento perigosamente para o lado da ilegalidade e da imoralidade: tratados em defesa do suicídio, descrições de experiências químicas, uma revelação de que Weishaupt procurara um aborto para uma mulher que ele havia engravidado. Os papéis foram publicados por uma comissão governamental, e a lenda negra nasceu.

Os illuminati tornaram-se a sensação da Europa. Até 1790, mais de cinqüenta obras sobre o grupo haviam sido publicadas, detalhando esquemas diabólicos e as práticas pagãs da ordem e, com freqüência, implicando nelas os maçons, para completar o serviço. Diversos escritores especulavam que os illuminati não tinham se dissolvido, mas apenas passado para a clandestinidade.

Quando o grande levante de 1789 destronou a monarquia e a igreja na França, muitas pessoas, assustadas com um mundo que lhes parecia estar escapando ao controle, procuraram por um culpado. Os maçons e a Ordem dos Illuminati eram candidatos convenientes, até lógicos. As pessoas não haviam deixado de notar que o símbolo maçônico do triângulo aparecera nos emblemas de grupos revolucionários franceses, nem que alguns destacados líderes da revolta, como Lafayette e o duque de Orléans eram de fato maçons. O que não estava sendo levado em conta era que, ao mesmo tempo em que alguns maçons assaltavam a Bastilha, outros davam seu apoio à ordem estabelecida. Para alguns, a prova da cumplicidade maçônica estava no sempre persuasivo conde Cagliostro. De sua cela em uma prisão italiana, ele subitamente anunciou ter conhecimento de uma conspiração mundial de illuminati e maçons. Isso parece ter sido uma tentativa desesperada - e fracassada - do conde para obter clemência.

O que hoje em dia se chama teoria da conspiração surgiu na avalanche de livros, folhetos e artigos denunciando os illuminati e ligando-os a uma lista cada vez maior de supostos conspiradores. O escopo das acusações reflete-se no título de um livro contra os illuminati publicado em 1797: Provas de uma Conspiração contra Todas as Religiões e Governos da Europa, Perpetrada em Reuniões Secretas de Maçons, Illuminati e Sociedades de Leitura, Colhidas de Boa Fonte. O livro foi um sucesso de vendas internacional e, trinta anos depois, quando os maçons foram implicados no desaparecimento de William Morgan de Batávia, muitos americanos tiveram a idéia de tirar um exemplar poeirento do Provas de uma Conspiração da prateleira e folheá-lo de novo.

O pânico anti-illuminati atingiu seu auge na virada do século XIX, e numerosas figuras políticas americanas importantes, que por acaso também eram maçons, viram-se na Berlinda. Quando um ministro luterano escreveu a George Washington expondo seus temores, Washington respondeu que sabia dos "nefandos e perigosos planos e doutrinas dos illuminati", mas que tinha a certeza de que a maçonaria americana não estava envolvida. Thomas Jefferson leu Provas de uma Conspiração e outros folhetos anti-illuminati, e não lhes deu importância. "Posto que Weishaupt vivia sob a tirania de um déspota e dos sacerdotes, sabia que a cautela era necessária até mesmo para difundir informações, e os princípios da moralidade pura", escreveu Jefferson. “Isso deu a suas opiniões um ar de mistério, e serviu de fundamento para que o banissem (...) e é o pretexto dos delírios contra ele (...) Se Weishaupt houvesse escrito aqui, onde o segredo não é necessário em nossos esforços para tornar os homens sábios e virtuosos, ele não teria pensado em qualquer esquema secreto para tal propósito”.

Muitos americanos pareciam fazer o mesmo raciocínio de Jefferson, e o espectro da aliança illuminati - maçons nunca se agigantou tanto nos Estados Unidos quanto em outras partes. Apesar disso, desde então, o nome dos illuminati faz aparições ocasionais nas obras de teóricos da conspiração da periferia política americana. Do mesmo modo que alguns maçons queriam acreditar que eram os herdeiros espirituais dos cavaleiros das Cruzadas, alguns americanos querem crer que a obra iniciada pelos illuminati está sendo continuada pela Comissão Trilateral, pela diretoria do Banco Central ou por humanistas seculares. George Johnson observou que Provas de uma Conspiração, com 170 anos de idade, foi reimpresso em 1967 pela John Birch Society, que aparentemente considerava os illuminati como um perigo claro e presente. De acordo com um grupo alternativo, relata George Johnson, "o símbolo da conspiração dos illuminati aparece nas costas da nota de um dólar: um olho que tudo vê sobre uma pirâmide, zombando de nós com sua mensagem oculta a cada vez que pagamos um dólar, em uma rede concebida para manter-nos nas trevas".

Para melhor entendermos a força tanto do movimento illuminati quanto da reação a ele contrária, referimo-nos aos estatutos dos illuminati bávaros, redigido em 1781, em que os arquitetos dessa sociedade supersecreta prometiam ser "tão clandestinos quanto possível, pois tudo o que é oculto e secreto tem uma atração especial para os homens; atrai o interesse dos de fora e reforça a lealdade dos de dentro".


Medieval: Nota sobre Os Templários



"A militia templi foi fundada oficialmente em 1.118 com a finalidade de guardar a Mesquita de Omar nas ruínas do santuário de Salomão em Jerusalém. Tais cavaleiros passaram a ser chamados de templários e a rocha onde Abraão sacrificaria seu filho e onde Maomé foi elevado se tornou lugar secreto de sua reunião. Em 1.622 um memorando Espanhol declara que Dom Hugo de Baga fora fundador da Ordem do templo sobrenome tirado de sua cidade natal mais o nome Pinós, bisneto do conde Besala, Oliva Cabreta Dom Hugo Pinós Baga teve seu nome Galiciado décadas depois para Hugh de Payns ou Paganys e com fins propagandísticos franceses outros templários tiveram seu nomes alterados, Armando de Torro fora batizado como Armand de Torreges. Pere de Montagu se tornou Pierre de Montaigut e etc... e a família Pinós Baga portava em seu estandarte o lingam Crucis logo adotado pelos templários; consta entre os primeiros símbolos templários uma tocha acesa e uma cruz rubra sobre fundo branco.

Com dinheiro dos candidatos a cavalaria os templários construíram hospitais para seus soldados, albergues centros iniciáticos. A instituição cresce a ponto de o concilio de Troyes definir estatutos para ela em 1.122.

No mesmo ano os cavaleiros recebem vultosas doações e em 1.131 o rei Alfonso I o batalhador deixa em seu testamento antes de morrer seu melhor cavalo, suas armas e um terço de suas terras aos templários o que leva a pensar que a fundação da Ordem tenha se dado bem antes da data oficial. A igreja passa a temer a militia templi por sua organização independente e por possuir ideário e mística própria.

Obscuros rumores, fragmentados incompletos, mencionam que o candidato deveria descrer de toda a estrutura feudal e da monarquia por direito divino tendo por dever militar guerreiro proteger lugares santos e sagrados, sinagogas, mesquitas e igrejas. Sendo que o cristianismo oficial era visto como obstáculo a liberdade. Em 1.297 Jacques de Molay é eleito grão mestre da ordem.

O papado teme a postura herodoxa dos templários contra a igreja há indícios de que a ordem absorvera em seus rituais crenças das ordens do oriente médio sobretudo da ordem ismaelita dos assassinos de Hasan Abin Al Sabbat o velho da montanha, os soberanos veêm a ordem com hostilidade pois ela não se alinha com o novo absolutismo. O rei francês Felipe o Belo acreditava erroneamente que a ordem lhe devia obediência por ter sede em seu reino. O poder político e economico templário ameaçava a ditadura teocrática que mantinha o Stablishment de seu poder perante o povo.

O rei Felipe o Belo passa a vigiar e espionar seus movimentos, alguns neófitos são presos confessando heresias o povo hostiliza os guerreiros ao saberem de rumores sob a negação do crucifixo etc. Felipe o Belo chamado de A maldição da França ( 1.258 – 1.314 ) diante da hesitação papal, prende o grão mestre e alguns chefes os torturando; sendo que anos antes fora salvo de uma levante popular pela própria militia; com os templários Felipe contraíra pesada dívida de 500.000 mil libras esterlinas para o dote de sua filha, solicitando filiação a ordem não como neófito mas como seu líder máximo o que lhe foi negado.

E o papa Clemente V ( 1.263 – 1314 ) havia prometido ao rei Francês a destruição da ordem como preço por sua eleição, pois ambos temiam que a organização se torna-se um meta-estado a governar ilegitimamente a Europa. Os fatores que os levaram a queda foram os seguintes: Apesar de notaveis vitórias militares durante a terceira cruzada não conseguiram derrotar os mamelucos perdendo poder de influência e se tornando anacronicos. Na Europa absolutista. Alta rotatividade administrativa.

O radicalismo político gerou impopularidade com as tentativas de instaurar uma república no continente. Em 11 de março de 1.314. Jacques de Molay e Geoffrey de Charnay foram levados ao patíbulo, ao ser manietado teve força para dizer: Morro injustamente, brevemente a desgraça chegará aos que condenaram... Deus nossa morte vingará, e espio disto convicto Felipe o Belo eu o conclamo a comparecer ante o tribunal divino no prazo de um ano! Clemente Papa, eu o convoco a morrer em 40 dias Nekan Adonai!...

Tais foram as últimas palavras de 22 grão mestre do templo a expressão Nekan Adonai era poderosa maldição emitida em circunstâncias de perigo coletivo. No dia seguinte a execução na fogueira, sob a acusação de heresia oito soldados do templo nadaram Sena abaixo para apanhar os ossos de seu mestre os transportando de volta nos dentes, jurando exterminar toda a família Capet ( a de Felipe IV ) instaurar uma república burguesa e fundar a religião do se supremo. Nove meses depois o monarca caia de seu cavalo morrendo 37 dias depois da execução dos líderes. O pontifice morreu de infecção nos rins dentro do prazo pré-figurado.

Em março de 1.793 no mesmo ano da execução do grão mestre e no dia do equinócio de primavera 479 anos depois do episódio, o rei Luis XVI foi levado ao patíbulo; manietado teve forças para dizer: povo francês perdo-o os autores de minha morte. Que meu sangue não sirva para actos de vingança, palavras que foram abafadas pelo rufar dos tambores não deixando estragar a festa dos revolucionários. Antes porém o rei estivera preso na torre do templo sede financeira da ordem onde de Molay fora torturado.

O governante era o vigésimo segundo sucessor de Felipe e depois da decapitação de Luiz XVI na atual praça da Concórdia foi ordem de Saint Juste e Rebespierre. Consta que um popular de nome Jacques molhou seus dedos no sangue do soberano aspergindo a multidão com ele gritando: Eu Jacques vos batizo ó povo em nome da liberdade e de Molay, em coro orquestrado respondeu cantando: De Molay estas vingado!... Outra versão afirma o autor deste acto como sendo o próprio carrasco.

Instaura-se a república; A família Capet é dizimada na figura do príncipe herdeiro Luiz XVII torturado e morto na torre do templo aos 10 anos de idade por seus carcereiros e por moleques de rua trazidos para a ocasião e Robespierre cria o culto ao ser supremo... Os arquivos secretos da ordem do templo foram distribuidos em Londres, Toulose, Cairo, Sul da India para desviar a atenção de inimigos que fariam qualquer coisa a seu alcance para por a mão em documentos de alto valor, destruindo-os ou deturpando-os.

Os chefes da ordem inventaram então a existência do reino de Preste João na Africa que pretensamente guardam os tesouros da organização."


Religião: Rei Sacerdote que nunca Reinou



No que diz respeito à tradição popular , a origem e o nascimento de Jesus são bem conhecidos. Mas os Evangelhos, nos quais essa tradição é baseada, são consideravelmente mais vagas sobre esse assunto. Somente Marcos e Lucas dizem alguma coisa sobre a origem do nascimento de Jesus e se contestam flagrantemente.
De acordo com Mateus , por exemplo Jesus era um aristocrata, se não um rei legítimo e de direito - descendente de Davi, via Salomão; de acordo com Lucas, a família de Jesus, embora descendente da casa de Davi, era de uma classe menos elevada.
De acordo com Lucas , Jesus , recém nascido , foi visitado por pastores; de acordo com Mateus, foi visitado por reis. Segundo Lucas a família de Jesus vivia em Nazaré e depois viajaram à Belém (a história refere que esse censo não ocorreu). Mateus dizia que a família de Jesus era rica , abastada e residira em Belém todo o tempo; Jesus havia nascido em casa.
Nessa versão, a perseguição de Herodes aos inocentes impele a família a partir pelo Egito, e só depois de seu retorno eles vivem em Nazaré.
Os Evangelhos não podem ser incontestáveis ; ou um dos Evangelhos está errado ou ambos estão.
Quanto mais se estudam os Evangelhos mais claras se tornam as contradições entre eles. Não concordam entre si nem mesmo quanto a data da crucificação. De acordo com João, ela ocorreu no dia anterior ao da celebração da libertação dos escravos judeus do Egito. Já Marcos, Lucas e Mateus ela ocorreu um dia depois.
Tampouco os Evangelhos estão de acordo em relação à personalidade e ao caráter de Jesus: "um salvador humilde como um cordeiro" (Lucas), Um poderoso e majestoso soberano, que veio "trazer a espada e não a paz"(Mateus). Existem outras discordâncias sobre as últimas palavras de Jesus na cruz.
Em Mateus e em Marcos essas palavras foram: "meu Deus , meu Deus, porque me abandonastes?". Em Lucas, foram: "Pai, perdoai-os pois eles não sabem o que fazem." Em João, simplesmente: "Está consumado."
Nestas circunstâncias , os Evangelhos são questionáveis e não definitivos. Não representam a palavra perfeita de nenhum Deus, ou, se o fazem , as palavras de Deus têm sido censuradas , editadas , revisadas, glosadas e reescritas de forma muito liberal , por mãos humanas.
A Bíblia, deve ser lembrado, e isso se aplica ao velho e novo testamento - é uma seleção de trabalhos e , em muitos aspectos , uma seleção arbitrária. Na realidade, ela poderia conter muito mais livros que tenham sido perdidos. Pelo contrário. Foram deliberadamente excluídos. Em 367 d.C. , o bispo Athanasius de Alexandria compilou uma série de trabalhos para serem incluídos no NT.
Esta lista foi ratificada pelo Conselho da Igreja de Hippo, em 393, e novamente pelo Concílio de Cartago , 4 anos depois, nesses conselhos uma seleção foi aceita. Alguns trabalhos foram reunidos para formar o NT como nós o conhecemos hoje , outros foram rudemente ignorados. Como tal processo de seleção pode ser considerado definitivo? Como poderia um conclave de clérigos decidir infalivelmente que alguns livros pertenceriam à Bíblia e outros não? Especialmente quando alguns dos livros excluídos possuem uma aspiração, perfeitamente válida à veracidade histórica.
Em 1958, o professor Norton Smith, da Universidade de Colúmbia, descobriu em um Monastério próximo a Jerusalém, uma carta que continha um fragmento inédito do Evangelho de Marcos.
O Fragmento não tinha sido perdido, mas aparentemente suprimido, sob a instigação se não pedido expresso , do bispo Clemente de Alexandria, um dos mais venerados antigos padres da igreja. Ele reconhece livremente que existe um autêntico evangelho secreto de Marcos. E instruiu Theodore a negá-lo alegando " que nem todas as verdadeiras (coisas) devem ser ditas a todos os homens" e inclui a transcrição do texto, palavra por palavra, em sua carta:
(Smith, Secret Gospel, p. 14 a 16)
"E eles chegaram a Betânia, e uma mulher cujo irmão havia morrido, estava lá. E , vindo , ela se prostrou ante Jesus e lhe disse: Filho de Davi, tenha piedade de mim. Mas os discípulos a empurraram. E Jesus, ficando com raiva, foi com ela até o jardim onde estava a tumba. E imediatamente, um grande grito foi ouvido na tumba. E imediatamente, indo na direção de onde estava o jovem, ele estendeu sua mão e o levantou, segurando-o pela mão. Mas o jovem, olhando para ele, o amou e começou a implorar que pudesse segui-lo.
E saindo da tumba eles foram para a casa do jovem, pois ele era rico. E depois de 6 dias, Jesus lhe disse o que fazer e à noite o jovem foi Ter com ele, usando uma roupa de linho sobre seu corpo nu. E ele permaneceu com ele aquela noite, pois Jesus ensinou-lhe o mistério do reino de Deus. E então, se levantando, ele retornou ao outro lado do Jordão".
Embora esta episódio não esteja em Marcos, ele é bastante familiar, na cura de Lázaro no quarto Evangelho (João). Contudo, existem algumas variações significativas.
Em primeiro lugar, existe um "grande grito" na tumba antes que Jesus afaste a rocha ou instrua seu ocupante a levantar-se. Isto sugere que o ocupante não estava morto, negando assim qualquer elemento miraculoso. Em segundo lugar, no episódio de Lázaro, parece haver algo mais do que as narrativas aceitas nos levam a acreditar.
Como argumenta o professor Smith, é na realidade muito mais provável que todo o episódio se refira a uma iniciação , uma morte e renascimento , rituais e simbólicos , de um tipo muito comum no Oriente Médio na época. Na realidade, as únicas referencias a Lázaro estão nos Evangelhos de João.
Se o Evangelho de Marcos foi tão dramaticamente expurgado, ele foi também carregado com adições espúrias. Em sua versão original ele termina com a crucificação , o enterro e a tumba vazia. Não existe a cena da ressurreição , ou a reunião com os discípulos. Algumas Bíblias mais modernas contém um final mais convencional para o Evangelho de Marcos incluindo a ressurreição.
Mas praticamente todos os estudiosos da Bíblia concordam em que este final expandido é uma adição posterior , datada do final do século II e anexada ao documento original. (Segundo o Codex Vaticanus e o Codex Sinaiticus, o Evangelho de Marcos termina em 16,8).
Se o Evangelho de Marcos foi tão prontamente manuseado, é razoável assumir que os outros Evangelhos foram tratados de forma similar.
De acordo com a tradição teria, a mãe de Jesus veio a morar no exílio, em Éfeso, onde o quarto Evangelho teria surgido depois.
Não há qualquer indicação de que o "discípulo amado" tenha cuidado da mãe de Jesus durante todo o resto da vida. Segundo o professor Schonfield , o quarto Evangelho provavelmente não foi composto em Éfeso, mas somente retrabalhado, revisado e editado lá por um grego idoso, que trabalhou segundo as próprias idéias. (Schonfield, Passover Plot, p. 119,134)
Se o discípulo amado não foi para Éfeso, o que aconteceu com ele? Se ele e Lázaro são a mesma pessoa, esta pergunta pode ser respondida, pois a tradição é bastante explícita sobre o que aconteceu com Lázaro. Segundo a tradição e segundo alguns escritores antigos da Igreja, Lázaro e Madalena, Martha, José de Arimatéia e alguns outros, foram transportados por um navio até Marselha (Sul da França).
(ref. De William de Malmesbury, The Antiquities of Glastonbury)
Lá, José teria se consagrado por São Felipe e enviado à Inglaterra, onde estabeleceria a Igreja de Glastonbury. Lázaro e Madalena teriam permanecido na Gália.
A tradição afirma que Madalena morreu em Axien - Provence ou em Saint-Baume, e Lázaro em Marselha, após haver fundado o primeiro Bispado.
Se Lázaro e o Discípulo amado forem a mesma pessoa, haverá uma explicação para o desaparecimento conjunto de ambos.
Lázaro, parece Ter sido levado à Marselha juntamente com sua irmã - que, como afirma a tradição posterior, carregou com ela o cálice sagrado, o sangue real.
Fonte: cristalvoxy

Medieval: A Idade das Trevas



Com a Crise do século III no antigo Império Romano e as invasões bárbaras, os habitantes da Antiga
Roma refugiaram-se nas villaes, dando início a Era das Trevas na Europa. Dentre essas tribos encontravam-se as germânicas. Com o início do campesinato feudal, elementos da cultura germânica e romana fundiram-se dando origem à sociedade feudal e seus costumes.
Elementos romanos: o BENEFÍCIO, o COLONATO, o PATRONATO e as VILLAES.
Elementos germânicos: o COMITATUS, a noção de realeza, economia natural, entre outras coisas menores.
Na Europa Ocidental, o clima de insegurança era geral devido às invasões bárbaras adicionado às disputas internas pelo poder do Império, com isso as villaes tornaram-se elemento protetorpara os que lá se refugiavam. Nessa mesma proporção, o poder central enfraquecia cada vez mais. Era mais fácil e seguro buscar a proteção do mais próximo, causando assim afragmentação do poder.
- Séc. III - Queda do Império Romano
- Séc. V - Formação do Império Franco, com o Rei Clóvis Meroveu. Início da dinastia Merovíngea. Esse Rei cedeu várias concessões jurídicas, militares e políticasaos senhores de terras conhecidas como IMUNIDADES, além de conceder funções públicas em nome do Rei, como arrecadação de impostos e exercício da justiça. Dessa maneira os senhores feudais foram adquirindo grandes poderes, enquanto o Poder Real passava a ser simbólico, consolidando a fragmentação política.
ECONOMIA FEUDAL
- A terra consistia no maior bem. A produção concentrava-se no feudo e destinava-se aos consumos de seus habitantes, logo era uma economia auto-suficiente. As trocas eram diretas, sem intermediação de moeda.Ofeudo era a unidade básica de produção da Idade Média.
- O feudo dividia-se em três mansos: o senhorial, o servil e as terras comuns. O primeiro era, obviamente, composto pelas melhores terras e pertenciam aos senhores, o segundo era feito de terraspouco produtíveis que nãodestinavam-se aos servos.
- O servo camponês também estava sujeitoa uma série deobrigações para com os seus senhores, dentre elas a CORVÉIA e as BANALIDADES. Na corvéia o servo era obrigado a trabalhar durante uma certa quantidade de dias nas terras do senhor sem remuneração ou tarefa específica. Já a banalidade consistia na transferência do excedente DO SERVO para o senhor.
ATENÇÃO: O excedente era da produção do servo, mas no feudo NÃO havia excedentes.
SOCIEDADE FEUDAL
- Extremamente estamental e hierarquizada. O nascimento pré-definia o seu lugar na sociedade: nasce servo, morre servo. A hierarquização adveio do COMITATUS germânico. Essa instituição hierarquizava os senhores feudais entre si, criando assim laços de dependência pessoal. Haviam juramentos de fidelidade, que significavam a aceitação de algumas obrigações militares, jurídicas ou financeiras por parte dos vassalos, enquanto o suserano jurava proteção e justiça.
Os servos, grande maioria, estavam presos à terra e não podiam abandoná-la, independente das dificuldades que passassem.
Havia ainda os vilões, que eram habitantes livres do feudo que viviam nas vilas.
ESTRUTURA POLÍTICA
- Fragmentada. A Realeza tinha um poder meramente simbólico e os feudos constituíam-se em unidades políticas autônomas. A centralização era esporádica e apenas em tempos de guerra.
DESENVOLVIMENTO CULTURAL
- A cultura feudal era teocêntrica (Deus como centro do universo) e isso refletia em toda a sua formação educacional e cultural. A Igreja ocupou um importante papel nessa formação devido a sua atuação em todos as classes sociais. Todo esse poder justifica-se devido ao fato dela ter sido a única instituição que manteve intacta a sua organização, sendo capaz de sobreviver entre as ruínas do mundo Antigo.
A proliferaçãode suas idéias encontrava-se no fato dela ser a detentora de todas as formas de estudo e educação, tornando-se a formadora de todas as opiniões. Com esse poder a educação, a literatura e as artesforam influenciadas por temas religioso.
A Igreja tornou-se assim o bode expiatório pelas reproduções culturais da época e pela estagmentação científica, causando assim a famosa Idade das Trevas.

Fonte: pt.shvoong.com

Esoterismo: Maria Madalena a Sophia Gnostica



Maria Madalena. Maria Madalena, foi provavelmente um dos mais famosos e controversos seguidores de Jesus, encontra-se actualmente atirada para o esquecimento, entregue a um segundo plano da vida e obra de Jesus.

O segredo que Maria Madalena esconde, e o motivo do seu desaparecimento.

Leia Maria Madalena, chamava-se na verdade e em hebraico: «Mariamne».


No entanto, nem sempre assim foi.

No início do Cristianismo, quando se falava de «Maria», estava-se na verdade falando de «Maria Magdalena», e não de «Maria mãe de Jesus». Contudo, o papel crescentemente influente que a figura de Maria Magdalena foi assumindo no seio do movimento cristão, ameaçava a hegemonia dos grupos cristãos primitivos que defendiam o primado do apóstolo Pedro. Supostamente, a autoridade da Igreja assenta na figura do apóstolo Pedro, porquanto é afirmado que foi a ele que Jesus entregou o «governo» e os destinos do movimento religioso por si iniciado.

Por assim ser, o apostolo Pedro e todos os seus sucessores ( os Papas ), são reconhecidos como aqueles a quem Jesus delegou a missão de guiar e chefiar a evangelização no mundo. Contudo, nos tempos do cristianismo primitivo, esta noção não era assim tão clara, e muito menos assim tão pacífica. Muitas outras correntes de pensamento cristão, ( nomeadamente os gnósticos), defendiam que o papel de líder espiritual na herança religiosa que Jesus deixou no mundo, pertencia na verdade a Maria Magdalena e não a Pedro.

Escusado será dizer que a disputa entre estes dois ramos do cristianismo foi grande, e que a historia demonstra que claramente os defensores da tese de Pedro venceram.

Maria Madalena foi por isso atirada para as trevas de um quase esquecimento, e a sua figura, ( a figura de «Maria» ), foi substituída pela mãe de Jesus. Mais que isso: verificou-se que ao longo dos séculos, as mulheres, que foram um dos mais importantes pilares da divulgação da fé crista no início do movimento de evangelização, passaram a ser excluídas da Igreja. Se antes, quando decorria a obra de Maria Madalena e dos seus seguidores, as mulheres faziam parte activa do culto religioso, depois da vitoria clara dos defensores do primado do apostolo Pedro, as mulheres foram totalmente silenciadas e excluídas de qualquer papel relevante nos destinos da igreja.

No entanto, vários são os exemplos históricos do reconhecimento deste apóstolo de Jesus.

Hipólito, Bispo de Roma ( 170-235 d.C ), afirmou que «Maria Madalena é o apostolo dos apóstolos».

Santo Agostinho, afirmou que «os apóstolos receberam das mulheres o anúncio do evangelho».

Pois na verdade, em todos os evangelhos, Maria é descrita como aquela por quem Jesus primeiro procurou logo após a sua ressurreição, ( não o terá feito certamente por mera coincidência ); como aquela que trouxe aos seguidores de Jesus a boa nova dessa mesma ressurreição; e por ultimo como aquela que trouxe aos apostolos as instruções que Jesus tinha deixado neste mundo.

Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena (…) Ela foi anuncia-lo aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorosos. Quando ouviram que ele estava vivo, (…) não quiseram acreditar Marcos 16,9-11.

Muito se tem debatido sobre se Maria Madalena seria a companheira de Jesus. Pois muitos teólogos defendem que num pequeno verso dos evangelhos, parece residir um minúsculo facto que ameaça lançar alguma luz sobre o assunto. Assim está escrito no Evangelho de João:

Maria virou-se e viu Jesus de pé (…) então Jesus disse: «Maria». Ela virou-se e exclamou em hebraico:«Rabuni!» (…) Jesus disse: «Não me segures, porque ainda não voltei para o meu pai. Mas vai e diz aos meus irmãos (….) Então, Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos:«Eu vi o Senhor». E contou o que Jesus tinha dito. João 20,14-18.

Nestes versos, não só é claro que Jesus escolheu Maria para que fosse a primeira pessoa a vê-lo e a testemunhar o milagre, como é evidente que Maria foi a escolhida para transmitir a mensagem da ressurreição. Apenas esses 2 factos, fazem dela o «apóstolo dos apóstolos», tal como afirmou o Bispo Hipólito.

Mas algo mais surpreendente encontra-se desenhado por debaixo destes versos:

Jesus diz a Maria: «Não me segures», que em hebraico significa basicamente: «não me toques», ou melhor: «Não me abraces».

Isso significa que Maria agiu de forma a abraçar Jesus, e isso em si é altamente revelador de uma possível verdade oculta.

Maria «abraça», (ou tenta abraçar ) Jesus; ora, defendem alguns historiadores, que nos tempos de Jesus, na sociedade e cultura hebraicas do tempo em que Jesus viveu, uma mulher apenas tocaria, ou abraçaria, o seu próprio marido, pois nunca lhe seria permitido tocar noutro homem senão o seu companheiro.

Apenas este pequeno verso, perdido nos 4 evangelhos, parece possuir um segredo que poucos conhecem mas que muitos suspeitam: Maria terá sido a companheira de Jesus, aquela a quem Jesus deixou a herança espiritual da sua obra.

Foi esta a tese que muitos crentes gnósticos defenderam, e por isso mesmo alguns historiadores argumentam que foi este o motivo que levou os defensores do apostolado de Pedro a erradicar o gnosticismo, bem como a silenciar as mulheres na igreja; defendem essas teses históricas, que no fundo tratou-se de uma manobra de preservação do poder por parte do grupo cristão que a seu tempo, viria a constituir o núcleo duro de poder da igreja católica: o papado, e o Vaticano.

As mais recentes descobertas de textos apócrifos ocorridas no Mar Morto, em Qumran e Nag Hamadi, deram a conhecer com muito acerto histórico, todas as correntes de pensamento gnóstico dos primeiros séculos do cristianismo. Nesses textos, encontramos sem quaisquer pudores Maria Madalena vista como a companheira de Jesus.

Jesus e Maria, eram tidos como um casal, um casal que incorporou a essência do masculino e do feminino, um casal celestial que incorpora o próprio conceito da criação.

Jesus foi visto como um ser humano dentro do qual habitava um espírito celestial superior, ( o de Cristo ), e Maria Madalena foi tida também como um ser humano no qual habitava um outro ser celestial , a Sophia, ou a sabedoria.

No texto Pitis Sophia, podemos ler que Jesus assim disse sobre Maria Madalena:

Maria, tu procuras a verdade (…) e, com o teu zelo, levas luz a tudo V, 10-13.

Isto revela claramente como Maria é um espírito sedento de sabedoria, e que procurando a sabedoria, encontra a salvação e a luz. Este é o ideal dos cristãos gnósticos na sua mais fundamental essência.

Nestes textos, Maria lamenta-se frequentemente de Pedro, dizendo a Jesus que Pedro detesta a «raça feminina». Pois a verdade histórica veio, de facto, a revelar que os sentimentos expressos por Maria Madalena em vida, tinham algum fundamento: as mulheres foram de facto silenciadas pelo movimento apostólico de Pedro.

Nas crenças gnósticas, Maria Madalena não foi apenas uma mulher: ela foi a companheira de Jesus, ela foi a encarnação de uma essência espiritual, ( tal como Jesus ), e ela foi a mulher que teve acesso directo, ( através de Jesus ), á sabedoria, ( a gnose ), e que por isso evoluiu para a iluminação.

Eis o segredo de Maria Madalena, aquela que a historia atirou para o esquecimento, mas que os manuscritos gnósticos agora descobertos vieram trazer novamente á luz do dia.

Fonte: Portal Astrologia & Esoterismo